
O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre deverá operar a maior malha aérea do Nordeste em janeiro de 2026. A projeção é da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e indica avanço consistente na movimentação de voos e na oferta de assentos.
Estão previstos 6.921 voos no período, entre pousos e decolagens. O volume representa crescimento de 11,07% em relação a dezembro de 2025. A média diária será de 223 operações, consolidando o Recife como principal hub aéreo da região.
A malha internacional também segue em expansão. Para janeiro, estão programados 324 voos internacionais, considerando chegadas e partidas. O aeroporto contará com nove mercados internacionais e um total de 14 rotas ativas.
Portugal lidera a conectividade externa, com 122 voos previstos no mês. A Argentina aparece na sequência, com 114 operações. Entre os destaques está o voo Córdoba–Recife, operado pela Flybondi em regime de charter durante a alta estação. Ao todo, serão seis ligações diretas entre cidades argentinas e Pernambuco em janeiro de 2026.
A Espanha completa o trio de principais mercados internacionais, com 44 voos programados no período. As rotas reforçam o papel estratégico do Recife como porta de entrada do Nordeste para a Europa e a América do Sul.
A oferta total de assentos no aeroporto, somando chegadas e partidas, deve alcançar 1.150.371 em janeiro de 2026. O número representa crescimento de 16,14% em relação a janeiro de 2019 e mantém o mesmo patamar registrado em janeiro de 2025.
Para o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Kaio Maniçoba, os dados confirmam um cenário favorável para o setor. “Trabalhamos para que Pernambuco continue avançando no turismo e se consolide como referência na América do Sul”, afirmou.
Segundo ele, o período reúne fatores decisivos para o aquecimento da demanda. “Estamos na alta estação, com verão, prévias carnavalescas e o carnaval. A expectativa é ampliar esses índices”, disse.
Kaio Maniçoba destacou ainda que as belezas naturais, a história, a gastronomia e a receptividade do estado seguem como diferenciais. “Esses fatores impulsionam a economia, geram emprego e renda e fortalecem o turismo pernambucano”, concluiu.