
Alagoas conquistou 17 projetos aprovados na Chamada Nordeste, somando R$ 2,4 bilhões em demanda por financiamento. Os resultados divulgados na segunda-feira (1º) integram o conjunto de 189 propostas selecionadas em toda a região, totalizando R$ 113 bilhões em investimentos previstos.
A iniciativa resulta de articulação inédita entre a Sudene, o Consórcio Nordeste e instituições financeiras federais: BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste. O objetivo é impulsionar novos negócios seguindo as diretrizes da Nova Indústria Brasil.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que 74% das propostas aprovadas vêm de micro, pequenas e médias empresas. “A resposta do Nordeste à chamada da Nova Indústria Brasil é uma prova inquestionável do potencial de inovação e do empreendedorismo da região. Estamos garantindo que o desenvolvimento sustentável e a neoindustrialização cheguem na ponta, alcançando os que estão mais perto das necessidades e oportunidades locais”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Francisco Alexandre, superintendente da Sudene, ressaltou que os resultados refletem o fortalecimento da articulação federal na região. “A reativação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais permitiu reunir os principais atores financeiros do Governo Federal em torno de uma agenda integrada. Essa governança renovada tornou possível alinhar instrumentos, antecipar oportunidades e posicionar o Nordeste como protagonista de uma nova fase da indústria brasileira”, comentou.
As 189 propostas selecionadas contemplaram todos os estados nordestinos e as cinco áreas estratégicas da chamada: transição energética com foco em armazenamento (59 propostas), bioeconomia com foco em fármacos (39), hidrogênio verde (44), data center verde (40) e setor automotivo, incluindo máquinas agrícolas (37).
Entre os proponentes, 32% foram projetos em consórcio com outras empresas e 77% envolveram cooperação com instituições de ciência e tecnologia. Os projetos selecionados seguem agora para elaboração dos Planos de Suporte Conjunto (PSC), que funcionarão como guia para orientar cada empresa às linhas adequadas de crédito e apoio. A expectativa é que os PSC sejam estruturados até 15 de janeiro.