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30 de março de 2026 16:07

Americanas retoma expansão após recuperação judicial e aposta no Nordeste como principal motor de crescimento

Americanas retoma expansão após recuperação judicial e aposta no Nordeste como principal motor de crescimento

Região concentra mais de 380 lojas e responde por 26% da receita da varejista, que inaugura novas unidades e reformula experiência nas lojas físicas
Foto: Agência Brasil

Às vésperas de encerrar o processo de recuperação judicial iniciado em 2024, a Americanas volta a abrir lojas e é o Nordeste que lidera essa retomada. Das quatro novas unidades inauguradas entre 2025 e 2026, todas estão na região: uma em Pernambuco, duas no Ceará e uma na Bahia. Uma quinta unidade já está prevista para Sergipe.

A escolha não é casual. O Nordeste é a segunda região do país em faturamento e número de lojas da companhia, com mais de 380 unidades que respondem por 26% da receita total. Pernambuco, isoladamente, representa 6% do faturamento, com 72 lojas. “O Nordeste tem sido um motor de crescimento muito forte para a gente. A gente acredita que é uma região que tem o maior potencial”, afirmou o CEO Fernando Soares em entrevista ao Diário de Pernambuco. O vice-presidente Comercial, Osmair Luminatti, foi direto: “É a região que mais cresce.”

Além dos números, os executivos destacam o vínculo afetivo da marca com o consumidor nordestino. “Sem dúvidas é uma relação mais afetiva. A gente sente isso no consumidor e no nosso time também”, disse Soares, lembrando que há colaboradores nordestinos com mais de 40 anos de empresa.

A expansão vem acompanhada de uma reformulação do modelo operacional. O foco agora é a experiência na loja física, com mudanças na sinalização, no padrão das unidades e na altura das gôndolas — reduzidas para 1,45 metro para facilitar a visualização dos produtos. “Tudo que a gente faz a partir de agora é a partir da loja”, resumiu o CEO.

A virada de página operacional acompanha o encerramento de uma das maiores crises do varejo brasileiro. Em 2023, a descoberta de inconsistências contábeis de cerca de R$ 20 bilhões e dívidas que superavam R$ 40 bilhões levou a empresa à recuperação judicial. Centenas de lojas foram fechadas. Hoje, a rede conta com mais de 1.400 unidades.

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