
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem ampliado de forma significativa o volume de crédito destinado a projetos de inovação, digitalização e modernização industrial no Brasil, no contexto da política Nova Indústria Brasil (NIB). Em dois anos, foram concedidos R$ 21,95 bilhões em crédito para iniciativas tecnológicas, resultando na criação de mais de 28 mil empregos em todo o País.
No Rio Grande do Norte, o impacto dessas políticas começa a ganhar forma concreta. Em chamada pública integrada entre BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Finep, com apoio técnico da Sudene e do Consórcio Nordeste, foram aprovados 27 projetos potiguares que somam R$ 5,2 bilhões em investimentos previstos. As iniciativas contemplam áreas estratégicas como transição energética, hidrogênio verde, bioeconomia, data centers sustentáveis e indústria automotiva.
A iniciativa, primeira do tipo para a região, contou com 189 propostas aprovadas em todo o Nordeste e foi anunciada durante a Assembleia Geral dos Governadores e Governadoras, consolidando maior participação potiguar no programa. A chamada de R$ 10 bilhões para o Nordeste — lançada com apresentações também em Natal — ilustra a crescente articulação entre instituições de fomento e o setor produtivo local para estimular projetos estruturantes.
A Nova Indústria Brasil, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, prevê até R$ 300 bilhões em recursos até 2026 e tem como foco reverter a desindustrialização precoce e promover a competitividade global da indústria nacional. Só em 2024, o apoio conjunto do BNDES e da Finep alcançou R$ 29,6 bilhões em operações aprovadas — o maior montante desde 2010.
Empresários e gestores regionais destacam o potencial de transformar ideias em investimentos concretos, ampliando a capacidade produtiva e atraindo novas cadeias de valor para o Estado, que possui forte vocação em energia renovável e bioeconomia.
Especialistas avaliam que, embora o volume de crédito represente um avanço histórico, os desafios de acesso ao crédito, burocracia e capacidade de execução ainda exigem ações complementares para garantir que os recursos efetivamente impulsionem competitividade e emprego local.