
O Ceará se consolidou como um dos principais polos da economia criativa no Brasil ao emplacar duas cidades entre as dez primeiras posições do ranking nacional de geração de empregos no setor. O município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, alcançou o primeiro lugar do país, com nota máxima de 100, enquanto a capital cearense aparece na décima colocação, com 44,34 pontos, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O levantamento analisou 418 municípios com mais de 80 mil habitantes, responsáveis por cerca de 60% da população brasileira, considerando o número de trabalhadores formais empregados em dezembro em atividades ligadas à economia criativa. O setor reúne áreas como design, moda, publicidade, artes, tecnologia, games e audiovisual, segmentos que dependem diretamente de criatividade, inovação e talento.
A liderança de Eusébio é atribuída, segundo o CLP, à adoção consistente de políticas públicas voltadas para a economia criativa. Para Pedro Trippi, coordenador de Inteligência Técnica do Centro, o município se tornou um case nacional e pode servir de referência para outras cidades cearenses na formulação de estratégias de desenvolvimento. “Quando olhamos a performance do Ceará, vemos basicamente Eusébio e Fortaleza se destacando, além de Quixadá, que tem cerca de 3% dos trabalhadores formais inseridos na economia criativa”, afirma.
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Em nota, a Prefeitura do Eusébio destacou que a economia criativa é hoje o principal pilar do desenvolvimento local, resultado de mais de duas décadas de planejamento, investimentos em infraestrutura cultural, inovação e apoio ao empreendedorismo. Iniciativas como o programa Inova Eusébio e o futuro Centro Gastronômico reforçam a estratégia de inserção do município na economia do conhecimento.
Fortaleza, por sua vez, reforça o papel da capital como polo de serviços, cultura e tecnologia, integrando um ambiente favorável ao crescimento do setor no estado. Ainda assim, especialistas apontam o desafio de ampliar essa realidade para mais municípios, com políticas específicas de fortalecimento da cadeia produtiva.
No cenário nacional, a economia criativa já representa 3,59% do PIB brasileiro, movimentando R$ 393,3 bilhões, o que amplia a relevância do desempenho cearense no ranking.