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9 de fevereiro de 2026 13:59

Ceará terá fábrica de carros elétricos e vai competir com BYD em Camaçari

Ceará terá fábrica de carros elétricos e vai competir com BYD em Camaçari

General Motors fecha parceria com Comexport para produzir o Chevrolet Spark EUV em Horizonte, em uma fábrica multimarcas que também poderá receber outros modelos elétricos
Foto: Reprodução/Internet

O Ceará vai receber uma fábrica de carros elétricos, que terá como principal produto o Chevrolet Spark EUV, um SUV compacto de origem chinesa. O empreendimento será instalado em Horizonte, no mesmo espaço onde funcionava a Troller, e terá início ainda neste ano com montagem no arranjo SKD, ou seja, a partir de kits pré-montados.

A iniciativa surge como concorrente direta da BYD, que já possui fábrica em Camaçari (BA). “A Comexport tem licença para montar o Spark em Horizonte — e nós a compramos da Comexport”, afirmou Fábio Rua, vice-presidente da GM na América do Sul. O modelo é um projeto da Wuling, parceira da GM na Ásia.

A empresa promete que o Spark produzido no Brasil terá melhorias em relação à versão chinesa Baojun Yep. Entre as novidades planejadas estão uma versão de cinco lugares e a instalação da interface OnStar, mantendo, por enquanto, semelhanças com o modelo importado, exceto pelos logotipos.

Fábrica multimarcas

A GM não será a única parceira da Comexport. A unidade de Horizonte passa por adaptações para também receber a linha de montagem do Captiva EV, e outras fabricantes já negociam para produzir no Ceará. É o caso de marcas como Neta e Omoda Jaecoo.

Na prática, a fábrica funcionará como uma “barriga de aluguel” multimarcas, capaz de atender diferentes montadoras em uma mesma linha de produção. Um exemplo de sucesso desse modelo é a Nordex, em Montevidéu (Uruguai), que produz veículos da Stellantis, da Ford, da Kia e, até o segundo semestre deste ano, da Fiat Titano.

O segredo para a produção multimarcas em fábricas pequenas está nos arranjos CKD e SKD. Nesse sistema, os veículos são produzidos em outros países e importados em kits totalmente desmontados (CKD) ou parcialmente montados (SKD). Os carros montados nesses arranjos têm pouco ou nenhum índice de nacionalização.

Impacto fiscal e concorrência com a BYD

A partir de janeiro de 2027, veículos produzidos em CKD e SKD pagarão 35% de imposto, o mesmo aplicado a carros importados. Por isso, a BYD pretende manter na Bahia uma produção com maior índice de nacionalização.

A fábrica da Comexport no Ceará será, portanto, estratégica para atrair diversas montadoras e acelerar a produção de veículos elétricos no país, especialmente SUVs compactos e modelos que atendam à crescente demanda por carros sustentáveis.

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