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9 de fevereiro de 2026 12:32

Com investimentos bilionários, obras do Novo PAC em Pernambuco destacam o estado como vitrine do programa

Com investimentos bilionários, obras do Novo PAC em Pernambuco destacam o estado como vitrine do programa

Com a escolha de priorizar o Nordeste neste momento do Novo PAC, o Governo Federal demonstra comprometimento com a redução das desigualdades regionais do país
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pernambuco é palco de obras do Novo PAC e vem se consolidando como uma vitrine do Programa de Aceleração do Crescimento. No último mês de dezembro, o presidente Lula visitou o estado para acompanhar a cerimônia de início das obras do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima, além da entrega da Barragem Panelas II, no município de Cupira. Ainda na ocasião, o presidente anunciou a retomada das obras da Barragem Igarapeba, em São Benedito do Sul.

Com investimento total de R$ 114 milhões — sendo R$ 66 milhões viabilizados pelo Novo PAC —, a Barragem Panelas II integra o sistema de controle de enchentes da região, levando mais segurança hídrica à Zona da Mata Sul do estado e beneficiando cerca de 199 mil habitantes de cinco municípios. A barragem, paralisada desde 2014, foi entregue com 97% de execução física e tem capacidade de armazenamento de 16,9 milhões de metros cúbicos.

Durante o evento, que contou com a presença de autoridades como a governadora Raquel Lyra e o ministro Rui Costa, o presidente destacou a importância das obras. “A minha visita tem duas coisas importantes. Primeiro, a inauguração de uma barragem, a Panelas II, que é a segunda que vou entregar. Tem mais uma em andamento, outra que vou dar ordem de serviço e tem uma que está fazendo projeto. São cinco. A gente quer resolver o problema de água no estado de Pernambuco”.

Para o economista Fábio Leão, os impactos das obras são múltiplos. “As barragens são fundamentais para o sistema de contenção de cheias da Bacia do Rio Una, têm um impacto que transcende a segurança física, atuando como catalisadores de desenvolvimento para a Zona da Mata Sul de Pernambuco. Elas podem trazer estabilidade para o comércio e os serviços, potencialização do agronegócio e da irrigação, geração de emprego e renda local, além de impactos na qualidade de vida da população”, destaca.

Anúncio do andamento de outras obras

Ainda na ocasião, o Governo Federal anunciou também a retomada das obras da Barragem Igarapeba, no município de São Benedito do Sul, que estavam suspensas desde 2015. Com previsão de conclusão até fevereiro de 2027, a obra receberá R$ 206 milhões em investimentos, viabilizados integralmente pelo Novo PAC.

A expectativa é beneficiar aproximadamente 186 mil habitantes das cidades de Maraial, Jaqueira, Catende, Palmares, Água Preta e Barreiros. Juntas, as barragens de Igarapeba e Panelas II integram o Sistema de Controle de Enchentes dos rios Una e Sirinhaém, que busca proteger áreas urbanas e assegurar o abastecimento hídrico das regiões.

As intervenções realizadas em Pernambuco fazem parte do Eixo Água para Todos do Novo PAC, com investimento previsto de R$ 2 bilhões, sendo R$ 1,91 bilhão de repasse federal e R$ 140 milhões de contrapartida financeira.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou que mais de R$ 14 bilhões do Eixo Água para Todos estão concentrados no Nordeste, refletindo a prioridade dada à região dentro do pacote de investimentos federais. “Dentro do Novo PAC, tem o Eixo Água para Todos, com R$ 32 bilhões, dos quais R$ 14 bilhões são para obras de infraestrutura hídrica, com a concentração de mais de 90% no Nordeste brasileiro. São 72 empreendimentos de grande porte. Dentro desse contexto está esse sistema de barragens”, disse.

Com a escolha de priorizar o Nordeste neste momento do Novo PAC, o Governo Federal demonstra comprometimento com a redução das desigualdades regionais do país. A região, historicamente, sofre com a vulnerabilidade hídrica e já enfrentou secas e enchentes que marcaram seus estados.

Fábio Leão aponta que a priorização de Pernambuco e do Nordeste no Novo PAC se explica pelo alto retorno econômico de investimentos em setores estruturantes, especialmente água e energia, que funcionam como bases da produtividade regional. “Obras como a Transposição do Rio São Francisco, a Adutora do Agreste e as barragens da Zona da Mata Sul criam condições para que pequenos produtores mantenham a produção mesmo em períodos de seca, ao mesmo tempo em que reduzem custos públicos recorrentes com emergências, saúde e reconstrução. Quando a água é garantida, o crescimento deixa de ser episódico e passa a ser estrutural”, avalia.

Para o presidente Lula, nascido no município pernambucano de Caetés, o andamento dos projetos é motivo de celebração. “Hoje é um dia feliz para mim. Na minha casa dava muita cheia. Várias vezes entrou um metro e meio de água dentro de casa. Eu não tinha muito o que perder, a não ser a cama. Isso não me fez desistir e nada me fará desistir. Mas ainda é pouco, porque o povo merece muito mais e nós temos que fazer muito mais. O povo merece”, destacou.

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