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9 de fevereiro de 2026 12:30

Com mais de 45 mil novas empresas, Alagoas registra recorde histórico e expansão da economia local

Com mais de 45 mil novas empresas, Alagoas registra recorde histórico e expansão da economia local

Números de 2025 são resultado de políticas de desburocratização e incentivos fiscais, mas esbarram na dificuldade de manutenção dos negócios
Foto: Pixabay

Alagoas registrou, em 2025, um novo recorde econômico: 45.660 novas empresas foram abertas no período, o maior número já registrado. O dado, divulgado pela Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal), reforça o momento de expansão do empreendedorismo local, impulsionado por políticas públicas de desburocratização e incentivos fiscais promovidos pelo Governo do Estado.

O recorde também é um indicativo da retomada do crescimento regional observada ao longo dos últimos anos em Alagoas e no Nordeste, com maior articulação entre políticas públicas e investimentos privados. Um dos destaques desse processo é a otimização de procedimentos registrada no âmbito da Juceal, com o uso de novas tecnologias, a exemplo da inteligência artificial, conforme destaca a assessoria da Junta.

“A Junta Comercial tem passado por uma evolução digital ano a ano, tornando o registro de empresas totalmente online e possibilitando que o processo seja feito de forma automática, ou seja, sem a necessidade de análise humana. Esse andamento ocorre com a utilização do contrato padrão disponibilizado no Portal Facilita Alagoas, interface em que o empreendedor realiza todos os procedimentos para o registro do seu negócio.”

Ainda de acordo com a Juceal, os perfis dos empreendimentos foram variados. As três principais seções registradas foram comércio, com 12.132 empreendimentos; transporte, armazenagem e correio, com 7.934; e alojamento e alimentação, com 4.397. Também aparecem atividades administrativas e serviços complementares; atividades profissionais, científicas e técnicas; indústrias de transformação; construção; educação; saúde humana e serviços sociais; informação e comunicação; artes, cultura, esporte e recreação; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; atividades imobiliárias; e serviços domésticos.

Um dos facilitadores do processo de abertura de empresas é a redução do tempo necessário para a realização do serviço, que diminuiu em relação ao ano anterior. “Hoje, o tempo médio [para abrir uma empresa] é de 11 horas e 37 minutos. Isso representa uma redução de 14,16% em relação às 13 horas e 32 minutos registradas em 2024, que era o antigo recorde na história de Alagoas. Essa evolução é reflexo de um trabalho de anos, desde a implementação obrigatória da entrada por meio da via digital, a disponibilização do registro automático, o trabalho direcionado com os analistas da Juceal e a implementação da inteligência artificial”, destaca a assessoria da Junta.

Para a secretária de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços de Alagoas, Alice Beltrão, a marca é fruto de esforços coletivos. “É resultado da soma de fatores que tornam o ambiente de negócios mais favorável no estado, com destaque para a desburocratização e modernização dos processos de registro, além de políticas de estímulo ao empreendedorismo, incentivos e melhorias estruturantes, como investimentos em rodovias, segurança pública e educação, que fortalecem a competitividade de Alagoas.”

O perfil dos novos empreendedores também ajuda a explicar o fenômeno. Predominam micro e pequenas empresas, muitas delas registradas como microempreendedores individuais (MEIs), o que reforça o papel do empreendedorismo como alternativa de geração de renda e inclusão produtiva. No entanto, esse mesmo perfil evidencia a vulnerabilidade estrutural do tecido empresarial local, uma vez que negócios de menor porte tendem a ser mais sensíveis a oscilações econômicas, restrições de crédito e aumento de custos operacionais.

Nesse sentido, o desafio a ser superado é qualitativo: a manutenção das empresas requer ações governamentais de capacitação, apoio à inovação e promoção da qualificação profissional, além da disponibilização de linhas de crédito orientadas.

Alice Beltrão afirma que o empenho para promover essas melhorias e tornar as empresas alagoanas mais sustentáveis é de interesse coletivo. “A Sedics, em conjunto com outras secretarias de governo e parceiros estratégicos, tem estruturado e ampliado políticas públicas que visam fortalecer a sobrevivência e o crescimento sustentável dos empreendimentos, com foco especial em MEIs e pequenas empresas, além de iniciativas voltadas à melhoria do ambiente de negócios, à atração de investimentos e ao fortalecimento das cadeias produtivas em Alagoas”, destaca.

De acordo com a Junta Comercial, o motivo do fechamento das empresas não é registrado. A assessoria reforça ainda que, mesmo no encerramento, o empreendedor não enfrenta grandes burocracias. “O aumento do número de baixas decorre também da melhoria significativa nos procedimentos de registro empresarial. O processo de extinção é gratuito e permite que muitos empresários que não davam baixa em seus negócios, devido à antiga exigência de certidões negativas, possam agora finalizar o processo. Para o ambiente de negócios, isso também é positivo, porque, com um fechamento ágil, aquele local pode ser ocupado com mais facilidade por outro empreendimento, permitindo que a economia continue girando”, destaca.

Apesar das dificuldades, o recorde de 2025 representa um indicador relevante para o desenvolvimento local, revelando uma economia em movimento e uma disposição empreendedora crescente por parte dos alagoanos.

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