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10 de fevereiro de 2026 05:12

Como a COP30 pode reposicionar o Brasil na agenda climática

Como a COP30 pode reposicionar o Brasil na agenda climática

Se souber conduzir com responsabilidade e ambição, o Brasil pode sair da conferência com prestígio renovado e uma agenda concreta para liderar a transformação que o planeta exige
Foto: Reprodução/Internet

Em novembro deste ano, Belém, capital do Pará, sediará a 30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas, a COP 30. O evento marca um ponto de inflexão na luta climática global: ocorre a cinco anos da meta crítica de 2030, estabelecida no Acordo de Paris, e representa uma oportunidade estratégica para o Brasil fortalecer sua diplomacia ambiental e alinhar sua política de desenvolvimento com objetivos sustentáveis de longo prazo. Ao colocar a Amazônia no centro das discussões, a COP 30 sinaliza a urgência de repensar modelos econômicos que historicamente dissociaram crescimento de preservação.

Para o Brasil, o evento tem múltiplas camadas de importância. Do ponto de vista diplomático, é a chance de reafirmar o país como liderança sul-americana e protagonista climático no Sul Global. Um papel que havia sido esvaziado nos últimos anos, especialmente durante o governo Bolsonaro. A COP 30 é também palco para o governo brasileiro apresentar metas climáticas atualizadas, condizentes com a realidade nacional e com o potencial de uma economia verde. Isso implica compromissos de redução de emissões, proteção de biomas, transição energética e financiamento climático. Além disso, o evento é uma oportunidade para atrair investimentos internacionais em infraestrutura sustentável, bioeconomia e inovação tecnológica voltada à sustentabilidade.

Do ponto de vista global, a COP 30 acontece em um contexto delicado. A atenção climática dos Estados Unidos sofreu retrocessos durante a gestão Donald Trump, que retirou o país do Acordo de Paris e enfraqueceu a confiança internacional no comprometimento norte-americano com a causa ambiental. A presença de Trump no evento ainda é uma incógnita.

Temas como financiamento climático para países em desenvolvimento, mecanismos de compensação por perdas e danos, transição energética justa e combate ao desmatamento ilegal devem ocupar o centro dos debates. Mas como o Nordeste se posiciona nesse cenário? Dimensionar essa questão é o principal mote da série de reportagens que o Investindo Por Aí começa a publicar nesta semana e que se estende até às vésperas do evento.

Janelas de oportunidades, desafios regulatórios, parcerias internacionais, infraestrutura, entre outras questões pertinentes à região, e ao País como um todo, para um desenvolvimento econômico sustentável e ambientalmente adequado perpassam esse conteúdo especial produzido com retidão e perspicácia por um time para lá de competente. Serão duas reportagens publicadas por semana até o começo do evento.

A COP 30 tem o potencial de se tornar um marco histórico. Não apenas por ser a primeira realizada na Amazônia, mas por representar um esforço de articulação entre desenvolvimento, justiça social e preservação ambiental. O Brasil, se souber conduzir com responsabilidade e ambição, pode sair da conferência com prestígio renovado e uma agenda concreta para liderar a transformação que o planeta exige.

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