
A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) colhe resultados concretos de sua aposta em sustentabilidade. Em 2025, a empresa gerou uma economia de R$ 12,8 milhões com o uso de energia elétrica de fontes renováveis; uma redução média de 25% por projeto em relação ao mercado convencional. O desempenho rendeu à companhia o Selo Verde 2025, certificação concedida pelo Instituto Internacional Socioambiental Chico Mendes em reconhecimento ao projeto “Utilização de Energia de Fonte Renovável”.
Os certificados que embasam o reconhecimento são emitidos por empresa de consultoria especializada, seguindo as diretrizes metodológicas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e do Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol), o que assegura rastreabilidade e conformidade dos dados relativos às emissões evitadas.
Para o presidente da Deso, Luciano Goes, a certificação vai além de um prêmio institucional. “O Selo Verde atesta que nossa gestão é ambientalmente correta, economicamente viável e socialmente justa. Vamos continuar a explorar novas tecnologias e parcerias estratégicas para consolidar a Deso como referência em sustentabilidade e inovação”, afirma.
Os números ambientais são igualmente expressivos. Em 2024, a companhia deixou de lançar na atmosfera mais de 8 mil toneladas de CO2 em emissões de gases de efeito estufa — o equivalente ao plantio de aproximadamente 57.506 árvores. Esses resultados decorrem do consumo de energia proveniente de usinas eólicas, solares, de biomassa e de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
Em 2025, 41,40% de toda a energia consumida pela Deso tinha origem renovável. A estratégia energética da empresa combina o uso dessas fontes limpas com a participação no mercado livre de energia, modelo que permite negociar preços, prazos, volumes e condições de pagamento diretamente com comercializadoras e geradoras. Iniciativa que potencializa ainda mais a redução de custos operacionais.
A ação é coordenada pela Gerência de Infraestrutura e Gestão Energética (GIGE). A gerente da área, a engenheira civil Bárbara Ramos Carvalho de Sá, destaca a relevância estratégica do investimento. “Um balanço anual da utilização de energia renovável comprova o sucesso desse investimento”, ressalta, lembrando que a energia elétrica representa uma das principais despesas da companhia.
A ampliação dos projetos ao longo de 2025 deve gerar impacto ambiental ainda mais expressivo. A expectativa é que novos certificados de emissões evitadas sejam emitidos até o final do primeiro semestre de 2026, consolidando a trajetória ascendente da Deso no campo da sustentabilidade.
As ações se inserem em uma estratégia mais ampla orientada pelos pilares do ESG — sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança. Para a Deso, o conceito deixou de ser apenas um compromisso declaratório e passou a se traduzir em números: menos emissões, menos custos e mais eficiência no serviço prestado à população sergipana.