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9 de fevereiro de 2026 14:19

Em alta, hidrogênio verde pode ser um grande trunfo para o Nordeste

Em alta, hidrogênio verde pode ser um grande trunfo para o Nordeste

Feito a partir da eletrólise da água, técnica não libera gases poluentes na atmosfera
Foto: Reprodução/Internet

Diante das crescentes preocupações sobre meio ambiente e o uso desenfreado de combustíveis fósseis, nações ao redor do globo têm juntado esforços para discutir soluções mais sustentáveis para o planeta.  Assim surgem iniciativas como o acordo de Paris, que almeja neutralidade do carbono até 2050, visando limitar o aquecimento global em 1,5º C. Porém, como chegar a esses objetivos? Entre as tantas alternativas, uma das maneiras está em uma mudança radical nas matrizes energéticas ao redor do mundo, saindo de energias com base na queima de carbono e partindo para fontes mais limpas do ponto de vista ambiental. É neste contexto que o hidrogênio verde se apresentam ao debate não como uma solução milagrosa, mas como uma alternativa para um planeta mais sustentável.

O que é o Hidrogênio Verde?

Considerado o elemento mais abundante do universo, o hidrogênio é um composto absolutamente presente na vida de todos, uma vez que ele pode ser encontrado na água, no ar que respiramos e em compostos orgânicos, por exemplo. Além disso, sua natureza faz com que o gás seja leve, armazenável e por si só não gera emissões poluentes.

Apesar de o hidrogênio não ser por si um agente poluente, as maneiras com que o ser humano captura este elemento contribuem para chegarmos a uma neutralidade de carbono. Para permitir um entendimento mais claro, as técnicas para obtenção do hidrogênio são classificadas em cores, sendo as mais famosas: cinza, azul e verde.

Considerado não sustentável, o hidrogênio cinza é derivado de um gás natural e que normalmente tem o combustível fóssil como fonte de energia. Costuma ser usado na indústria química para fazer produtos como fertilizantes e para refino de petróleo. No processo de extração do hidrogênio do gás natural, o dióxido de carbono pode escapar para a atmosfera.

Assim como o cinza, a captura do hidrogênio azul também é feito a partir de combustíveis fósseis como fonte de energia. Porém, a maior parte do carbono emitido na produção é “capturado” e não liberado na atmosfera, sendo considerado uma maneira mais limpa de se obter o elemento.

Por fim, a mais promissora das técnicas é a utilizada no hidrogênio verde, que leva justamente essa cor pela ideia de que esta maneira de captura do elemento químico dispensa a queima de quaisquer combustíveis fósseis. Neste caso, a captura do hidrogênio é feita a partir de um processo físico-químico chamado eletrólise, em que, com auxílio de uma corrente elétrica, as moléculas de hidrogênio e oxigênio da água são separadas. Além de não usar combustíveis fósseis, o método prevê uma fonte de energia renovável como a eólica ou solar, por exemplo.

Além de ser muito vantajoso do ponto de vista ambiental, o hidrogênio verde se apresenta como uma alternativa econômica interessante, principalmente no Nordeste, que se destaca como um possível grande produtor, uma vez que a região se destaca por seus parques eólicos. Além disso, estados nordestinos vem se antecipando às tendências e fechando acordo bilionários para a produção do hidrogênio verde. São os casos de Ceará e Pernambuco, que acertaram parcerias com empresas estrangeiras de US$2 bilhões e US$3,8 bilhões respectivamente.

Desvantagens do hidrogênio verde

Entre os contrapontos da matriz energética está o alto custo de produção, por exemplo. O fato de ainda ser uma tecnologia que carece de desenvolvimento e pelas características do hidrogênio, como seu baixo ponto de fusão fazem com que o desenvolvimento e armazenamento do hidrogênio sejam complexos dos pontos de vista econômico e logístico. Outra questão a respeito desta matriz energética diz respeito a segurança da mesma, uma vez que o hidrogênio é um combustível altamente inflamável.

Outra questão que cerca a produção do hidrogênio verde, principalmente no Brasil, é em relação a falta de políticas de incentivo e um mercado regulatório para o mesmo, que impedem o crescimento mais veloz dessa matriz energética. Apesar dos recentes esforços do governo federal, que através do conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), aprovou o maior projeto de produção em larga escala de hidrogênio verde no Brasil, medidas de políticas públicas para a matriz energética ainda são muito incipientes se comparadas com países europeus como a Alemanha, que já usa o hidrogênio verde em sua transição energética.

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