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9 de fevereiro de 2026 13:27

Em Maceió, Engemat lança livro que celebra a arquitetura alagoana

Em Maceió, Engemat lança livro que celebra a arquitetura alagoana

Obra intitulada “Alagoas e seu legado arquitetônico” reúne grandes projetos locais e destaca a importância de registros históricos para o estado
“Alagoas e seu legado arquitetônico” celebra grandes obras do estado | Foto: Junior Lima

A Construtora Engemat lançou, na manhã desta sexta-feira (12), o livro “Alagoas e seu Legado Arquitetônico”, que reúne 15 projetos que marcaram a arquitetura local ao longo de 50 anos. Realizado na Associação Comercial de Maceió, o evento contou com a presença de lideranças e parceiros da empresa.

Com pesquisa dos arquitetos Tuanne Monteiro e Igor Peixoto, a obra cataloga projetos desenvolvidos entre 1970 – ano de início do curso de Arquitetura na Universidade Federal de Alagoas – e 2022. Estão presentes prédios como o Alagoas Iate Clube, conhecido como Alagoinha, o Terminal Rodoviário João Paulo II e o Centro de Convenções Ruth Cardoso. 

Para Luiza Brasileiro, diretora de marketing da Engemat, o livro é uma celebração à cultura  e à identidade de Alagoas. “A Engemat transforma o território alagoano há anos por meio de grandes obras e viu nesse projeto uma oportunidade de retribuir à sociedade de uma forma diferente. Se por décadas construímos estruturas físicas, agora queremos também contribuir com a construção simbólica da cultura do nosso estado”, destaca.

Idealizadora do projeto, Luiza Brasileiro destaca o desejo da Engemat de contribuir para a cultura alagoana | Foto: Junior Lima

Luiza reforça ainda a importância da construção coletiva do projeto, que contou com apoio das empresas Porto Bello, Velétrica, B Design, Ibratin, Hospital Ágape e Sebrae Alagoas. “Um projeto nunca é só seu, ele envolve várias pessoas, direta e indiretamente. Para mim, foi um momento de muita sabedoria e aprendizado, convivendo com profissionais consagrados que me trouxeram um outro olhar sobre a arquitetura, e a junção disso tudo é um legado que a gente deixa para a sociedade”.

Tuanne Monteiro, arquiteta e pesquisadora à frente da pesquisa que deu origem ao livro, destacou a felicidade de poder fazer parte do projeto. “Foi uma satisfação receber esse convite e também um desafio equacionar essa vasta produção da arquitetura alagoana. Nós escolhemos obras públicas ou de acesso público, e acho que conseguimos sintetizar com projetos que foram emblemáticos. Enquanto arquiteta e urbanista, eu já tenho um pouco de acesso a essas obras e a gente consegue fazer uma leitura imagética da cidade, faz parte da nossa formação, e aí chegou essa proposta que trouxe também uma responsabilidade de transmitir isso ao público”.

Assinado pela ID Cultura, o livro produzido pela Engemat (por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet) homenageia ainda alguns nomes que foram pioneiros no setor em Alagoas, como Zélia Maia Nobre, fundadora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Alagoas (FAU-Ufal) e autora do projeto do Alagoinhas, que encabeça a catalogação das obras na produção.

Outros pontos conhecidos pelos alagoanos, como o Aeroporto Zumbi dos Palmares e o Marco dos Corais, também aparecem na publicação, que traz, além das imagens, textos que contam um pouco da história das obras e seus impactos para o estado.

Arquiteta e pesquisadora à frente da produção da obra, Tuanne Monteiro celebra a importância da publicação para o setor em Alagoas | Foto: Junior Lima

Virgílio Brasileiro, presidente da Engemat, reforça a importância do trabalho para Alagoas. “Eu acho fundamental preservar a história e a arquitetura conta a história dos tempos, então a nossa ideia é que isso fique como legado para as pessoas, para que elas entendam porque aquela obra foi feita daquele jeito, naquela época”. 

Para Tuanne Monteiro, o desejo é que o livro ganhe espaço entre os alagoanos como ferramenta de celebração da identidade local. “Foi um trabalho muito satisfatório, e ver o livro hoje em mãos é especial, porque é um trabalho que conta a nossa história, a nossa memória a partir de imagens. Eu espero que esse livro não seja só um produto, mas uma promoção cultural, que isso inspire outras ações e que a gente possa ter mais como esse. Que ele esteja nas casas das pessoas e elas tenham orgulho de mostrar: esse é meu estado, essas são obras que a gente pode conhecer”, conclui. 

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