Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
30 de março de 2026 16:07

Empresa pernambucana nasce como primeira do Brasil em engenharia agêntica de software

Empresa pernambucana nasce como primeira do Brasil em engenharia agêntica de software

Com sede no Porto Digital, em Recife, a Volund promete entregar projetos em 15 dias e mira R$ 830 milhões em faturamento acumulado até 2028
Foto: Pexels

O Extreme Group lançou a Volund, empresa que se apresenta como a primeira brasileira especializada em engenharia agêntica de software, que é um modelo em que agentes de inteligência artificial deixam de funcionar como ferramentas de apoio e passam a conduzir ativamente todas as etapas do desenvolvimento: do levantamento de requisitos à documentação final de entrega. Com sede no Porto Digital, em Recife, a companhia mira contratos de grande porte nos setores público e privado e projeta R$ 830 milhões em faturamento acumulado ao longo dos próximos quatro anos.

A proposta central da Volund é substituir o modelo tradicional de desenvolvimento, baseado em squads numerosas, fluxos longos entre áreas e cronogramas que se estendem por meses, por uma esteira agêntica ponta a ponta. Na prática, grupos de agentes especializados assumem tarefas como análise de requisitos, geração de propostas comerciais, decomposição de backlog, escrita e revisão de código, execução de testes e produção de documentação. Equipes humanas enxutas, de duas a quatro pessoas, ficam responsáveis pela supervisão estratégica, arquitetura, qualidade e relacionamento com o cliente.

O resultado prometido é expressivo: projetos que no modelo convencional levariam entre seis e doze meses podem ser entregues em aproximadamente 15 dias. “O mercado de desenvolvimento de software está preso a um paradigma que não serve mais às organizações que precisam competir em tempo real”, afirma Vinicius Guedes, CEO da Volund. “Estamos entregando o futuro do desenvolvimento de software agora.”

Ainda antes de ser oficialmente apresentada ao mercado, a Volund já acumulava casos que sustentam sua tese. O mais emblemático envolve a plataforma Legis, voltada à gestão jurídica: uma solução que havia demandado 14 meses de desenvolvimento e cerca de R$ 2 milhões foi reconstruída em dois meses por menos de R$ 200 mil, com agentes de IA atuando em todas as etapas. No mês de lançamento, o projeto gerou R$ 400 mil em valor contratual.

Para o setor público, a empresa entregou um projeto a uma estatal em 15 dias corridos. Um cronograma que, no modelo tradicional, levaria cerca de sete meses.

Segurança e supervisão sistemática

Um dos pontos de atenção em modelos altamente automatizados é a qualidade e a segurança do que é gerado. A Volund afirma ter estruturado uma cadeia em que agentes auditam os outputs uns dos outros em cada etapa, com revisores dedicados checando padrões arquiteturais, vulnerabilidades e conformidade com os requisitos. A empresa garante ainda que nenhum dado proprietário dos clientes é utilizado para treinar modelos externos.

Internamente, a companhia já opera com uma diretora virtual baseada em IA, chamada Vitória, que possui os mesmos privilégios de acesso que diretores humanos e executa tarefas administrativas como geração e pagamento de boletos.

Vinícius Guedes, CEO da Volund | Foto: Divulgação Volund – Extreme Group

Ambição de longo prazo

Até 2030, a meta da Volund é entregar mil projetos corporativos com menos de 5% de intervenção humana direta no desenvolvimento. A empresa estima que, no modelo tradicional, essa mesma carteira levaria entre 22 e 60 anos para ser concluída. Em 18 meses, a projeção é que uma única pessoa seja capaz de conduzir múltiplos projetos complexos simultaneamente, com ganho de até 25 vezes no tempo de entrega.

O mercado endereçado pela empresa é vasto. Segundo a consultoria MarketsandMarkets, o segmento global de agentes de IA deve saltar de US$ 5,1 bilhões em 2024 para US$ 47,1 bilhões em 2030.

Nascer em Recife faz parte da estratégia. O Porto Digital consolidou o Nordeste como polo relevante de tecnologia na América Latina, e a Volund pretende usar essa base para disputar contratos historicamente concentrados no eixo São Paulo–Rio, com expansão planejada para a América Latina e os Estados Unidos.

“A Volund não é uma startup tentando encontrar mercado. É uma empresa que nasce grande porque o ecossistema ao redor dela já é grande”, resume Guedes.

👆

Assine a newsletter
do Investindo por aí!

 

Gostou desse artigo? compartilhe!

Últimas

Porto deItaqui
IMG-20231016-WA0037
marinha mercante
Justiça do trabalho
Documento mapa
China e Sudene
Expo sabores
Paulo dantas 2
Atacadista
Andrê Nascimento - Porto Piauí

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

div#pf-content img.pf-large-image.pf-primary-img.flex-width.pf-size-full.mediumImage{ display:none !important; }