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9 de fevereiro de 2026 13:46

Fain consolida Paraíba como polo atrativo de investimentos industriais

Fain consolida Paraíba como polo atrativo de investimentos industriais

O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba promove a concessão de incentivos fiscais e financeiros para atração de indústrias consideradas relevantes para o estado
Foto: Divulgação

O governo da Paraíba está apostando no Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (Fain) para atração de novos investimentos ao estado. O Fundo, que é administrado pela Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), beneficiou, ao longo de 2025, cerca de 112 empresas de 31 municípios paraibanos, com mais de R$ 2,4 bilhões de investimentos, 2.394 empregos diretos e a previsão de R$ 7,5 bilhões de faturamento total, segundo dados do governo paraibano.

Visando os investimentos para o ano de 2026, o Conselho Deliberativo do Fain realizará mais quatro reuniões, com a primeira delas prevista para o dia 12 de março. Qualquer empresa interessada no incentivo fiscal deverá protocolar seu projeto até o dia 30 de janeiro.

Em entrevista ao Investindo Por Aí, Marialvo Laureano, secretário de Estado da Fazenda, exaltou o equilíbrio fiscal do estado e as parcerias da gestão com o setor privado. Sendo o Polo Turístico Cabo Branco, com um investimento de R$3 bilhões e expectativa de gerar mais de 21 mil empregos, o maior exemplo dessa parceria.

Para Laureano, esse ciclo virtuoso atrai novas indústrias, o que impulsiona novos investimentos de todos os setores. “Não tenho dúvida que nós vamos fazer mais um bom trabalho no FAIN e no Conselho Deliberativo porque a expectativa é de receber mais investimentos em 2026”.

Como o Fain funciona?

O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba promove a concessão de incentivos fiscais e financeiros para atração de indústrias consideradas relevantes para o estado. Esses estímulos a empresas são concedidos por meio de créditos do ICMS com percentuais variando entre 48% e 74,25% e prazo de 15 anos, podendo ser renovado por igual período para todas as empresas. De acordo com o governo, as variações percentuais dependem da quantidade de empregos diretos criados e do volume de investimentos realizados, além da localização escolhida pela empresa.

As empresas interessadas no Fain podem solicitar a concessão do benefício fiscal no site da Cinep. Para isso, é necessário elaborar um projeto econômico-financeiro, requerimento e toda documentação solicitada no roteiro disponibilizado pelo próprio Cinep.

De acordo com o secretário de Estado da Fazenda, o Fain cumpre o importante papel de atrair para a Paraíba, empresas que geralmente se concentram nas regiões Sul e Sudeste. Ele evidencia que programas fiscais são comuns na região Nordeste como um todo. “É a chamada “guerra fiscal. Os estados menos industrializados precisam disponibilizar esses incentivos para atrair mais empresas e gerar mais empregos”, afirma Marialvo que destaca números da atual gestão. “Nos últimos sete anos de nossa gestão, a Paraíba criou mais de 1,3 milhão de empregos formais decorrentes de ações assertivas do nosso governo e da parceria com o setor privado”.

Ainda de acordo com o secretário, o Fain cumpre uma política de incentivar a interiorização das indústrias, ou seja, fora das regiões “mais ricas da Paraíba” que são as Regiões Metropolitanas de João Pessoa e de Campina Grande. Contudo, Marialvo afirma que a procura por um local mais próximo do Porto de Cabedelo, que oferece uma logística melhor para vender ou exportar os seus produtos para dentro do país e para outros países, ainda é comum. Por isso, as indústrias procuram mais as cidades da Grande João Pessoa e também Campina Grande.

Foto: Divulgação

Porém, entre as grandes indústrias localizadas no interior do Estado estão, por exemplo, a de laticínios, sediada em Sousa, e as do setor têxtil, sediadas também no sertão da Paraíba.

O professor em economia da UFPB, Cássio Besarria, diz que apesar de a concessão de crédito poder representar um custo fiscal relevante, é provável que o estado tenha potenciais retornos econômicos derivados da geração de empregos diretos e indiretos, de uma ampliação da base produtiva e de uma perspectiva de aumento de arrecadação de outros tributos, como IPVA, ISS, entre outros.

Além disso, o professor afirma que outros setores podem se beneficiar das empresas que estão se instalando no estado, o que é conhecido como efeito multiplicador. “É como se fosse uma empresa de aperfeiçoamento de madeira, então ela vai demandar mão de obra e outros setores, por exemplo, produção de imóveis, vão acabar sendo beneficiados também em decorrência da instalação daquela empresa”, exemplifica.

Por outro lado, o professor também alerta para o funcionamento desse modelo de política a longo prazo. “ A primeira pergunta que se faz é, em 20, 30 anos, se esse estímulo deixar de existir, a empresa irá permanecer no estado? Então, caso ela não permaneça, significa que outros mecanismos de incentivos não foram criados, que aí não necessariamente precisam vir do estado”, explica Cássio, que afirma que essa política de incentivo tem que ser uma política transitória e não permanente.

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