
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a B3 realizaram nesta quinta-feira (27), em São Paulo, o leilão da primeira rodada do programa AmpliAR, garantindo R$ 731,6 milhões em investimentos privados para 13 aeroportos estratégicos no Nordeste e na Amazônia Legal. A iniciativa marca a expansão das concessões federais à aviação regional, incluindo terminais em importantes destinos turísticos e cidades do interior.
O ministro Silvio Costa Filho classificou o leilão como momento histórico para a aviação brasileira. “Estamos saindo de 59 aeroportos concedidos para 72 concessões, e a nossa meta para os próximos dois anos é de chegarmos a mais de 100 aeroportos concedidos”, afirmou. Ele destacou ainda que mais de 30 milhões de passageiros foram incluídos na aviação brasileira nos três anos do governo Lula, com turismo internacional próximo a 10 milhões de estrangeiros por ano.
O Nordeste concentra os maiores investimentos individuais. O Aeroporto de Paulo Afonso (BA) receberá R$ 106,2 milhões, o maior volume previsto, seguido por Jericoacoara (CE), um dos principais destinos turísticos do país, com R$ 101,1 milhões. O Aeroporto de Lençóis (BA), porta de entrada da Chapada Diamantina, terá aporte de R$ 80,2 milhões.
Entre os demais terminais nordestinos contemplados estão Canoa Quebrada (CE), com R$ 43,1 milhões, Serra Talhada (PE), com R$ 40,5 milhões, Garanhuns (PE), com R$ 22,1 milhões, Araripina (PE), com R$ 19,6 milhões, e São Raimundo Nonato (PI), com R$ 55,5 milhões. Na região Norte, destaque para Vilhena (RO), que receberá R$ 74,6 milhões, Barreirinhas (MA), com R$ 58,1 milhões, e Araguaína (TO), com R$ 55,5 milhões.
A concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos arrematou 12 dos 13 terminais licitados, enquanto a Fraport Brasil ficou com Jericoacoara. A disputa ocorreu pelo critério de maior deságio sobre parâmetros de receita e custos governamentais.
Os contratos preveem obras de modernização em pistas, terminais de passageiros e pátios. “O Programa AmpliAR é um modelo inovador que coloca esses aeroportos sob gestão de operadoras de expertise e capacidade de trazer melhoria para a infraestrutura aeroportuária brasileira”, afirmou Daniel Longo, secretário nacional de Aviação Civil.
A celebração dos termos aditivos com as concessionárias deve ocorrer entre dezembro de 2025 e março de 2026, sob supervisão da Anac, quando se iniciará a execução dos investimentos e transferência da gestão operacional.
