
O Maranhão encerrou sua participação na COP30, em Belém (PA), com um dos maiores volumes de investimentos já captados pelo estado em uma conferência climática. Ao longo de duas semanas de debates nas zonas Azul e Verde, a comitiva maranhense assegurou quase R$ 900 milhões para projetos ambientais, regularização fundiária, infraestrutura verde e ações de desenvolvimento sustentável.
Segundo o governador Carlos Brandão, os novos acordos reforçam a capacidade do estado de ampliar programas voltados à proteção das florestas, geração de renda e fortalecimento da bioeconomia. “É o Maranhão entrando, de fato, no mapa do mundo”, afirmou o governador, destacando também a parceria internacional para instalação de cabos submarinos que conectará o estado à Europa.
Entre os projetos apresentados na COP30 estão iniciativas já reconhecidas nacional e internacionalmente, como Floresta Viva Maranhão, Terra para Elas, Pacto pela Paz e Maranhão Sem Queimadas. Durante o evento, o governo também lançou o Bolsa Agente Comunitário Ambiental e anunciou três novos parques ecológicos, que receberão parte dos recursos captados.
A Secretaria de Meio Ambiente aplicará R$ 168,2 milhões em mecanização sustentável da agricultura familiar, regularização fundiária e implantação de parques. O Bolsa Agente, por sua vez, terá R$ 18 milhões para beneficiar 5 mil famílias de comunidades tradicionais, qualificando moradores como agentes ambientais.
Na frente fundiária, o Iterma garantiu R$ 71 milhões, incluindo R$ 53 milhões do Fundo Amazônia para ampliar o programa Paz no Campo, que prevê regularizar 800 mil hectares e titular territórios quilombolas. O Terra para Elas, focado em mulheres rurais, recebeu aporte de R$ 18 milhões.
O estado também avançou na agenda de economia verde, com R$ 650 milhões prospectados do Fundo Silvania e novos acordos internacionais com BID e AFD para ampliar a conectividade digital na Amazônia.