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10 de fevereiro de 2026 04:36

Neoindustrialização verde e preservação da Caatinga são as estrelas nordestinas na COP30

Neoindustrialização verde e preservação da Caatinga são as estrelas nordestinas na COP30

Plano Brasil Nordeste apresenta modelo de desenvolvimento que une indústria de baixo carbono, inclusão social e restauração ambiental, atraindo investimentos e reposicionando a região na nova economia verde
Foto: Divulgação

O Nordeste apresentou ao mundo um novo paradigma de desenvolvimento durante a COP30, ao lançar o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, iniciativa que integra neoindustrialização verde, inclusão social e preservação ambiental. O documento, entregue a autoridades e investidores nacionais e internacionais, reposiciona a região como um dos territórios mais preparados do planeta para receber indústrias e projetos de baixo carbono.

O presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou que o evento marcou a transição do potencial natural nordestino para uma política de Estado capaz de gerar oportunidades concretas. “A entrega do Plano Brasil Nordeste consolidou nossa liderança na transformação ecológica do país. Apresentamos ao mundo um roteiro claro, com segurança jurídica e estratégia de desenvolvimento. O que já se traduz em resultados imediatos, como a parceria histórica com o BNDES e o BNB, que garantiu R$ 100 milhões para o recaatingamento”, afirmou. Segundo ele, a região sai da COP30 como “o destino mais preparado para receber investimentos verdes, transformando nosso potencial ambiental em emprego, renda e dignidade”.

Nova indústria verde e acordos estratégicos

A estratégia central do plano inclui ações de powershoring, modelo que atrai para o Nordeste indústrias intensivas em energia. Com oferta abundante de energia limpa e competitiva, a região se posiciona como polo global de produção de bens de baixo carbono. A parceria firmada com o Banco do Brasil e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) estrutura um conjunto de eixos que abarcam desde infraestrutura logística até formação de mão de obra qualificada, com foco na geração de empregos de maior valor agregado.

Recaatingamento ganha protagonismo internacional

Ao longo dos dez dias de programação, a Caatinga — único bioma exclusivamente brasileiro — ganhou centralidade na agenda global. O Nordeste apresentou estudos que mostram sua capacidade de capturar mais carbono que muitas florestas úmidas, além de seu potencial para a bioeconomia e para a segurança alimentar a partir de saberes tradicionais.

O esforço culminou em um dos acordos mais relevantes da COP30 para o Brasil: um investimento inicial de R$ 100 milhões, com possibilidade de chegar a R$ 200 milhões, para ações de preservação e recuperação do bioma. O recurso será viabilizado por meio de parceria entre BNDES e Banco do Nordeste.

Governadores dos nove estados — Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe — participaram de uma agenda intensa de debates e negociações. Eles apresentaram propostas para proteger populações vulneráveis dos impactos da crise climática e fortalecer políticas públicas alinhadas à transição energética.

A região também firmou um Memorando de Entendimento com a Under2 Coalition, maior rede de governos subnacionais do mundo comprometidos com a neutralidade de carbono. Além disso, os estados aderiram ao Programa Cidades Verdes Resilientes, do Ministério do Meio Ambiente, e avançaram na construção da Estratégia Nordeste Oceano sem Plástico, reafirmando o compromisso com a sustentabilidade do sertão ao litoral.

Densidade técnica e científica marcam participação nordestina

Mais de 50 atividades foram realizadas no Espaço Brasil Nordeste, na Zona Verde, e na casa do Consórcio Nordeste, na Zona Azul da COP30. Os debates reuniram governadores, pesquisadores, movimentos sociais e organizações do terceiro setor.

O secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, ressaltou o nível das discussões. “Os eventos realizados no espaço do Nordeste na COP30 foram de altíssimo nível e permitiram consolidar a posição de liderança de nossa região pela evidente capacidade de articulação nos âmbitos sociais, acadêmicos, científicos e políticos. Mostramos ao mundo que temos governança, que nossas decisões são baseadas na ciência e que a construção de políticas públicas é feita de forma integrada”, afirmou.

Com o plano estruturado e parcerias firmadas, o Nordeste retorna da COP30 com um caminho claro para acelerar sua agenda climática e econômica. O conjunto de ações reforça a vocação da região para liderar a neoindustrialização verde do país e comprova que o futuro sustentável brasileiro será construído a partir dos seus nove estados.

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