Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
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30 de março de 2026 14:16

Nordeste começa 2026 com apenas um quarto das rodovias em bom estado, aponta CNT

Nordeste começa 2026 com apenas um quarto das rodovias em bom estado, aponta CNT

Região segue abaixo da média nacional e enfrenta impactos logísticos, econômicos e de segurança viária
Foto: Reprodução/Internet

O Nordeste inicia o ano de 2026 com apenas 24,1% de suas rodovias pavimentadas classificadas como boas ou ótimas, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025. O dado reforça as desigualdades estruturais da infraestrutura viária regional e mantém o Nordeste bem abaixo da média nacional, que chegou a 37,9% em 2025. O levantamento avaliou 30.294 quilômetros de rodovias federais e estaduais pavimentadas na região.

No cenário nacional, a pesquisa indica uma melhora geral da malha rodoviária brasileira. Em comparação com 2024, houve avanço de quase cinco pontos percentuais na proporção de vias em bom ou ótimo estado, acompanhado da redução dos trechos classificados como ruins ou péssimos. Apesar disso, o Nordeste permanece cerca de 14 pontos percentuais abaixo da média do país, evidenciando um ritmo de recuperação mais lento.

Na comparação regional, o Nordeste fica atrás do Sudeste e do Sul, que concentram os melhores indicadores de qualidade viária, e apresenta desempenho próximo ao da Região Norte. Dentro do próprio Nordeste, os resultados são heterogêneos. Alagoas e Piauí lideram o ranking regional, com 47,2% e 49,8% das rodovias em boas condições, respectivamente. O Ceará também se destaca, com 37,4% da malha em bom estado, acima da média regional.

A Bahia, que possui a maior extensão rodoviária do Nordeste, com 9.302 quilômetros, registra 30,4% das vias em condições boas ou ótimas. Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba e Maranhão ocupam as últimas posições. O Maranhão apresenta o pior desempenho, com apenas 10,5% da malha avaliada em bom estado.

Segundo a CNT, a menor presença de rodovias concedidas à iniciativa privada no Nordeste contribui para esse cenário. Trechos concedidos tendem a apresentar melhores índices de qualidade devido a contratos que exigem manutenção contínua. A precariedade da malha impacta diretamente a economia regional, elevando custos logísticos, aumentando riscos de acidentes e reduzindo a competitividade de setores como agroindústria, indústria e turismo.

A CNT avalia que a redução dessas desigualdades dependerá de investimentos contínuos em manutenção, ampliação da malha e maior participação de concessões, sobretudo nas rodovias sob gestão pública estadual e federal.

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