Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
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9 de fevereiro de 2026 12:44

Nordeste recupera posição no ranking e enfrenta desafios estruturais

Nordeste recupera posição no ranking e enfrenta desafios estruturais

O relatório destaca ainda que a melhoria dos indicadores de saúde e educação é essencial para elevar a produtividade e o desempenho econômico da região
Foto: EBC

Um levantamento recente da consultoria IPC Maps, divulgado pelo Estado, e replicado pelo Investindo Por Aí, indica que as famílias da Região Nordeste devem movimentar R$ 1,5 trilhão em consumo em 2025. Com esse resultado, o Nordeste reassume a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas do Sudeste. Em 2024, o Sul havia superado a região, com 18,06% do consumo contra 18,04% do Nordeste. Para 2025, a projeção é de que o Nordeste consolide essa posição.

A região concentra a segunda maior população do país, com 51,4 milhões de pessoas, segundo o IBGE, e também ocupa a segunda maior área geográfica, com cerca de 1,55 milhão de quilômetros quadrados. No entanto, indicadores mostram desafios: a taxa de urbanização do Nordeste, de 73% em 2023, é a mais baixa entre as regiões brasileiras, e apenas 50,8% dos domicílios estão conectados à rede de coleta de esgoto.

O Marco Legal do Saneamento Básico estabelece a meta de universalização do acesso a serviços de água e esgoto tratados no Brasil até 2033. Investimentos em infraestrutura, especialmente no setor de saneamento, podem contribuir para a redução dessas desigualdades e impulsionar o desenvolvimento econômico da região. De acordo com a consultoria Tendências, o Nordeste deve crescer 3,4% ao ano entre 2022 e 2024, ritmo superior ao das demais regiões.

Além do saneamento, o aumento da conectividade digital é um fator relevante para o avanço socioeconômico da região. Em 2023, 50,8% dos domicílios nordestinos estavam conectados à internet, e há sinais de crescimento na oferta de crédito e na redução do preço do gás de cozinha, com impacto direto sobre o poder de compra das famílias.

O relatório destaca ainda que a melhoria dos indicadores de saúde e educação é essencial para elevar a produtividade e o desempenho econômico da região. Apesar dos avanços, persistem disparidades que limitam o potencial de desenvolvimento do Nordeste.

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