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10 de fevereiro de 2026 05:29

Nordeste responde por mais de 40% das vagas formais criadas no País em novembro

Nordeste responde por mais de 40% das vagas formais criadas no País em novembro

Desempenho chama atenção por contrariar a tendência histórica de desaceleração do emprego no último trimestre do ano.
Foto: Desiphotos

O Nordeste voltou a ocupar posição de destaque no mercado de trabalho brasileiro em novembro de 2025, ao concentrar 41,5% de todas as vagas formais criadas no País no período. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a região gerou 35.645 novos postos com carteira assinada, de um saldo nacional de 85.864 vagas.

O desempenho chama atenção por contrariar a tendência histórica de desaceleração do emprego no último trimestre do ano. De acordo com o economista da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Miguel Vieira, o saldo regional de novembro superou o de outubro e representou um crescimento de 39,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando haviam sido abertas 25.557 vagas. “É um resultado atípico para o período e indica maior dinamismo do mercado de trabalho nordestino”, avaliou.

No acumulado de 2025, o Nordeste soma 407.113 empregos formais, o equivalente a 21,5% do saldo nacional, o que representa uma média de cerca de 37 mil novos postos líquidos por mês. Oito dos nove estados apresentaram resultado positivo em novembro. Pernambuco, Bahia e Ceará lideraram a geração de empregos, com 8.996, 8.763 e 5.874 vagas, respectivamente, respondendo juntos por mais de dois terços do saldo regional. O Piauí foi a única exceção, com perda líquida de 1.048 postos.

A expansão foi puxada principalmente pelo setor de serviços, responsável por 19.476 novas vagas. Atividades administrativas e serviços complementares tiveram papel central, concentrando mais de um terço do crescimento do setor. O comércio também apresentou desempenho expressivo, sobretudo na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, e foi o principal motor do emprego em estados como Rio Grande do Norte, Maranhão e Sergipe.

A construção civil registrou saldo positivo de 3.225 postos, com destaque para Pernambuco, enquanto a indústria ficou praticamente estável, com leve retração de 54 vagas. Já a agropecuária teve desempenho negativo generalizado, com perda de 3.915 postos, reduzindo parcialmente o saldo regional.

Mesmo com esse recuo setorial, os números reforçam a resiliência do mercado de trabalho nordestino e indicam um fim de ano mais aquecido do que o esperado para a região.

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