
O Complexo Industrial e Portuário de Suape tem se consolidado como um dos maiores e mais estratégicos polos logísticos do Brasil, especialmente no Nordeste. Sua localização privilegiada, entre o litoral pernambucano e as rotas marítimas internacionais, e sua infraestrutura robusta, têm atraído investimentos de diversas partes do mundo.
A aposta em uma nova fase de crescimento inclui a criação da Zona Central de Serviços (ZCS), que será implantada no entorno da sede administrativa do complexo. Com um projeto que visa modernizar e otimizar os serviços essenciais para as empresas instaladas, a ZCS é uma estratégia para fortalecer ainda mais a competitividade do Porto de Suape. A primeira etapa terá 14,4 hectares e, ao todo, mais de 78 mil metros quadrados de infraestrutura, incluindo áreas de convivência, serviços corporativos e apoio aos negócios.
Impacto no ambiente de negócios e inovação
Segundo o Censo 2024, a alta demanda por restaurantes, clínicas e farmácias na região reflete a necessidade urgente de modernização da infraestrutura. Este é um fator que, se atendido, contribuirá para um ambiente de negócios mais dinâmico e eficiente, essencial para o crescimento da região.
Esse investimento é impulsionado pela parceria estratégica entre a Incorporadora Casa Orange e a Deloitte, com foco na implementação de um projeto de grande porte que visa atrair novos desenvolvedores e investidores para o complexo. A Casa Orange, especializada em grandes projetos de infraestrutura, e a Deloitte, com sua expertise em consultoria e assessoria técnica, garantem que o projeto da ZCS seja uma das peças-chave para fortalecer a competitividade de Suape no cenário global.
O Porto de Suape já é considerado um pilar essencial para a economia de Pernambuco. De acordo com Pedro Macedo, presidente da Câmara Setorial de Logística de Pernambuco, o Porto se destaca pela sua infraestrutura de ponta e localização estratégica. “Suape tem se consolidado como um porto de excelência, atraindo cada vez mais investidores nacionais e internacionais, especialmente no setor industrial, devido à sua localização estratégica e infraestrutura moderna”, destaca Macedo.
Para Márcio Guiot, o ex-diretor-presidente do Porto de Suape, o complexo “funciona como uma ponte logística do estado”, sendo um elo essencial na cadeia de suprimentos de Pernambuco, conectando a economia local ao mercado global. Guiot enfatizou, em entrevista, que a integração com outras infraestruturas logísticas de Pernambuco, como rodovias e ferrovias, é crucial para garantir que o estado continue competitivo. A modernização do Porto de Suape, junto com esses investimentos em infraestrutura complementar, permite uma redução significativa de custos operacionais e otimização de processos logísticos.
Além disso, a diversificação das operações no Porto de Suape tem sido uma estratégia chave para expandir sua atuação no mercado global. A rota do agro, que visa a exportação de insumos do agronegócio, é um dos focos de expansão do porto, conforme Guiot. O agronegócio, um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira, tem sido cada vez mais impulsionado pelas facilidades logísticas de Suape. O porto se posiciona como uma plataforma estratégica para os produtos agrícolas de Pernambuco, facilitando a exportação de grãos e outros insumos para mercados internacionais.
Vantagens competitivas
Toda essa mudança busca deixar Suape em vantagem frente à crescente competitividade do setor logístico, especialmente com a expansão de outros portos no Brasil, como o de Pecém, no Ceará. Pedro Macedo, presidente da Câmara Setorial de Logística de Pernambuco, afirma que “as parcerias público-privadas têm sido fundamentais para acelerar” o desenvolvimento de Suape e que as propostas de inovação alinhadas a questões prioritárias, como saúde, são essenciais para o estado.
A criação de um ecossistema logístico eficiente é o que distingue o Porto de Suape dos demais complexos portuários no Brasil. Guiot destaca que a integração com rodovias e ferrovias será essencial para garantir o fluxo contínuo de mercadorias. “Investir em infraestrutura logística é um passo fundamental para criar um ambiente competitivo e eficiente”, afirmou. A obra da Ferrovia Transnordestina, que conecta o interior do estado ao Porto de Suape, faz parte dessa estratégia de integração e otimização de processos.
Mudança de comando e novas perspectivas
O Porto de Suape está passando por uma reestruturação na gestão, com a chegada de Armando Monteiro Bisneto à presidência, no último mês de abril. A mudança de comando ocorre em um momento crucial para o complexo, que está em plena expansão. Armando Monteiro Bisneto, advogado e especialista em direito empresarial e tributário, assume o cargo com a missão de avançar nos investimentos e garantir o desenvolvimento sustentável e estratégico do complexo portuário.
Em seu discurso de posse, Bisneto afirmou que “Suape é muito mais do que um ativo estratégico para Pernambuco. É uma plataforma extraordinária de desenvolvimento que conecta o Pernambuco do presente com o do futuro”. O novo presidente também enfatizou a importância de atrair novos investimentos, promover crescimento com responsabilidade ambiental e garantir a inclusão social no processo de expansão.
Uma das iniciativas mais relevantes em andamento no Porto de Suape é a dragagem dos canais interno e externo, parte do Novo PAC. Com um investimento de R$ 240 milhões, essa obra visa aumentar a capacidade do porto para acomodar embarcações de maior porte e melhorar a competitividade de Suape frente a outros portos, como Pecém, no Ceará.
Outro grande projeto é a construção do Cais 7, que será dedicado à movimentação de combustíveis renováveis e à produção de hidrogênio verde, uma das apostas do Projeto Hub Suape para Transição Energética. Este projeto está em linha com a agenda global de sustentabilidade, buscando transformar Suape em um polo de produção, armazenamento e distribuição de combustíveis sustentáveis, como o e-metanol e o SAF (combustível sustentável para aviação). A parceria com empresas como European Energy e Cink Group Ltda tem sido crucial para garantir o sucesso desta transição energética.
