
“O homem é o único animal que precisa de trabalhar”. A frase é do filósofo alemão Immanuel Kant e talvez compreenda um pouco dessa enormidade de contradições que é o trabalho; do conceito à rotina, trabalhar é uma prolixidade de meios e fins. É, também, o tema de uma série especial que Investindo Por Aí publica nas próximas três segundas-feiras. A saber, dias 5 , 12 e 19 de maio.
No segundo trimestre de 2024, 73,6% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. No Nordeste, esse percentual cai para 57,7. A depreciação da CLT é o tema da primeira reportagem assinada por Carolina Scorce.
Em 2024, o Nordeste brasileiro registrou a criação de 330.901 empregos formais com carteira assinada, representando 19,5% do total de vagas geradas no país. Nesse período, a região apresentou uma taxa de desocupação de 8,6%, a mais alta entre as cinco regiões do país.
Entender por que o Brasil experimenta uma das melhores taxas de ocupação de sua história e uma das rendas per capita mais desalentadoras, é um dos pontos centrais desse conjunto de reportagens tão talentosamente urdido por Scorce. Assim como o é, iluminar o desinteresse do cidadão pela CLT. Onde falhamos? Falhamos? Outrora percebida como um passaporte social, a CLT hoje é renegada por trabalhadores de diferentes gerações e procedências.
Mas o que quer esse trabalhador? Qual sua relação com o trabalho? São questões que norteiam a série. A expectativa, claro, é que as reflexões ensejadas ecoem no leitor contribuindo para a missão deste site, cada vez mais concatenado com as ansiedades da população, em geral, e do nordestino, em particular.