Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
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30 de março de 2026 16:12

Paraíba recebe o título de estado mais competitivo do Nordeste pelo segundo ano consecutivo

Paraíba recebe o título de estado mais competitivo do Nordeste pelo segundo ano consecutivo

O grande desafio para o Nordeste é transformar avanços locais em políticas de alcance regional que sejam capazes de elevar em bloco a competitividade de toda a região
Foto: Reprodução/Internet

O Centro de Liderança Pública (CLP), divulgou o ranking de competitividade para estados e municípios de todo o Brasil referente ao ano de 2025. Pelo segundo ano consecutivo, a Paraíba se mantém como o estado mais competitivo do Nordeste, ocupando a 11ª posição no âmbito nacional. Já no ranking referente às cidades, Recife foi a capital mais bem avaliada do Nordeste, ocupando o 61º lugar entre 418 municípios.

Os resultados do ranking mostram, segundo especialistas, uma divisão clara dentro do Nordeste: de um lado, um bloco mais desenvolvido formado por Paraíba, Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte, que ocuparam, respectivamente, a 11ª, 12ª, 14ª e 16ª posição no ranking nacional; enquanto, do outro lado, Pernambuco, Alagoas, Piauí, Bahia e Maranhão, no 19°, 20°, 21°, 22° e 23° lugar, respectivamente, continuam enfrentando problemas históricos.

O primeiro grupo vem conseguindo competir nacionalmente através de políticas públicas importantes que melhoraram a gestão fiscal, infraestrutura e inovação dos seus estados, enquanto o outro ainda se vê incapaz de superar alguns gargalos sociais, principalmente no interior dos estados.

No recorte municipal, essa mesma divisão se repete, com cidades como Recife, em Pernambuco, e Fortaleza, no Ceará, ocupando posições mais altas do que as outras capitais da região. Porém, os avanços mais significativos neste ano vieram de cidades de médio porte, como Sobral, no Ceará, que saltou da 161ª posição para o 76º lugar, com destaque para seu avanço nos investimentos na educação.

Os relatórios consolidam a leitura de uma região dividida, demonstrando que o grande desafio para o Nordeste é transformar avanços locais em políticas de alcance regional que sejam capazes de elevar em bloco a competitividade de toda a região, superando desigualdades históricas em relação ao Sul e Sudeste do país.

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