
O Governo Federal prepara a ampliação do acesso à água potável no Semiárido brasileiro com a instalação de novos sistemas de dessalinização ao longo do primeiro semestre de 2026. As iniciativas fazem parte do Programa Água Doce (PAD), coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que aposta na tecnologia para reduzir os impactos da escassez hídrica em comunidades vulneráveis da região Nordeste.
Em 2025, o programa registrou a entrega de 141 sistemas de dessalinização em nove estados do semiárido. Pernambuco concentrou o maior número de estruturas implantadas, com 70 unidades. Também foram contemplados Bahia (cinco sistemas), Ceará (11), Maranhão (três), Minas Gerais (oito), Paraíba (seis), Piauí (13), Rio Grande do Norte (22) e Sergipe (três). A expansão prevista para 2026 busca consolidar os resultados e ampliar o alcance social do programa.
Uma das principais novidades para este ano será a inauguração de um sistema inédito de dessalinização de água do mar no município de Galinhos, no Rio Grande do Norte. A entrega está prevista para fevereiro e deve beneficiar cerca de 1,5 mil pessoas, além de incluir a implantação de aproximadamente 10 mil metros de rede de distribuição. Ainda no estado potiguar, outras cinco unidades devem ser inauguradas em julho, com potencial para atender aproximadamente 1,4 mil moradores.
Pernambuco também receberá investimentos significativos. Em março, está prevista a entrega de 40 sistemas de dessalinização em municípios como Alagoinha, Caetés, Capoeiras, Frei Miguelinho, Paranatama e Riacho das Almas. As estruturas são resultado de convênio firmado com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca do estado e devem beneficiar cerca de 11,8 mil pessoas.
No Ceará, a previsão é de inauguração de cinco sistemas em abril, distribuídos entre os municípios de Araripe, Aurora e Aracoiaba, com alcance estimado de 1.475 pessoas. Já o Piauí deve receber, em maio, cinco novas unidades, sendo quatro em Dom Inocêncio e uma em Várzea Branca, com o mesmo número estimado de beneficiários.
Segundo o secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, os sistemas são implantados com foco na operação eficiente e na gestão comunitária dos recursos. De acordo com ele, o Programa Água Doce alia tecnologia e sustentabilidade para garantir o uso responsável da água e assegurar que os benefícios sejam permanentes, fortalecendo a segurança hídrica e a qualidade de vida das populações do Semiárido.