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31 de março de 2026 11:42

Programa leva abastecimento de água a milhares de famílias e incrementa produção agrícola na Paraíba

Programa leva abastecimento de água a milhares de famílias e incrementa produção agrícola na Paraíba

Segunda etapa do programa deve custar cerca de US$62,5 milhões de dólares
Foto: Divulgação/Governo da Paraíba

O governo da Paraíba está dando mais um passo em direção ao desenvolvimento do campo com sustentabilidade. João Azevêdo, governador do estado, se reuniu no mês passado com a missão do Banco Mundial para tratar da fase final do programa Paraíba Rural Sustentável, que tem como objetivo garantir acesso à água, melhorias na infraestrutura das localidades rurais e impulsionar a atividade produtiva e a comercialização de produtos da agricultura familiar.

Ao todo, o programa Paraíba Rural Sustentável já contou com investimentos de US$80 milhões, oriundos de financiamento do Banco Mundial e US$ 30 milhões do governo do estado. Dessa forma, mais de 37,5 mil famílias paraibanas foram beneficiadas, de acordo com números do governo, e já foram construídas mais de 11.900 cisternas, 245 passagens molhadas e foram implantados 127 sistemas de energia solar na agricultura familiar, 41 sistemas de abastecimento de água com dessalinizador, 26 sistemas de abastecimento de água completo e 22 sistemas de abastecimento de água simplificado, contemplando 185 municípios.

Omar Gama, coordenador do projeto Cooperar, destacou os números do projeto e afirmou ao Investindo Por Aí que está em Brasília, com outras autoridades, para discutir investimentos da segunda fase do programa. “Agora estamos partindo para uma segunda etapa e eu estou, junto com o governo federal e o governo da Paraíba, em reuniões com o Banco Mundial para negociar um empréstimo de US$ 62,5 milhões para a segunda fase.” De acordo com Omar, esse recurso, sendo US$50 milhões do banco e cerca de US$12 milhões de contrapartida do governo do estado, será aplicado na área de desenvolvimento da agricultura familiar paraibana e na questão do meio ambiente. Ele evidenciou que o projeto terá um enfoque nesse ponto, principalmente no que diz respeito à energia solar. “Vamos trabalhar com a energia fotovoltaica para irrigação. Ela reduz muito o custo das famílias, e também será usada para cooperativas e associações para produção.”, conclui o coordenador.

Estado atento às demandas

Em entrevista ao Investindo Por Aí, o governador João Azevedo destacou o papel do governo do estado no Paraíba Rural Sustentável. Segundo João, o programa é uma iniciativa do estado, mas que só pôde ser concebido com o apoio do Banco Mundial, que disponibilizou consultores e viabilizou o seu financiamento via operação de crédito. O governador ainda afirma que além do acesso à água, o projeto tem como objetivo a redução da vulnerabilidade agroclimática e aumento do acesso ao mercado da população rural da Paraíba, visando aumentar a renda e a geração de empregos.

João Azevedo também ressaltou a importância de uma boa gestão fiscal na viabilização do projeto. “A boa gestão fiscal é condição primordial para a viabilização dos recursos para execução do PB Rural Sustentável, com financiamento do Banco Mundial, bem e também para a execução de projetos financiados com recursos próprios a exemplo do Projeto Nascentes Vivas”.

O governador reforça que essa condição possibilitou a Paraíba alcançar o 1º lugar no ranking das camadas ODS e ESG, nos últimos dois anos, de acordo com o Centro de Liderança Pública (CLP), e alcançar o rating A+ pela Secretaria do Tesouro Nacional, nota corroborada pela S&P Global Ratings que atribuiu à Paraíba  o rating máximo de brAAA, indicando a melhor nota de risco possível para um estado no mercado brasileiro.

Azevedo explica a importância do projeto para o desenvolvimento econômico paraibano. “É importante que o estado continue a financiar projetos que promovam o desenvolvimento econômico e social das comunidades rurais, pois contribui para o crescimento do PIB, proporciona a geração de renda, melhora a qualidade de vida da população desses territórios, contribuindo para a redução do fluxo migratório para os grandes centros urbanos”.

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