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9 de fevereiro de 2026 13:15

Rio Grande do Norte discute papel na transição energética e ressignificação da indústria do petróleo

Rio Grande do Norte discute papel na transição energética e ressignificação da indústria do petróleo

Mossoró Oil & Gas Energy foi palco de debates sobre o futuro do setor e amadurecimento dos investimentos em gás natural
Foto: Divulgação/Prefeitura de Mossoró

Em meio aos intensificados debates sobre transição energética e a dependência, energética mas também econômica, dos combustíveis fósseis, a Mossoró Oil & Gas Energy 2025, tradicional evento do setor petroleiro do Rio Grande do Norte, foi palco de debates  filosóficos e práticos sobre as circunstância e o futuro de toda essa discussão. Durante os painéis da Arena PetroReconcavo Petróleo e Gás foram discutidos desafios e soluções para a produção de óleo e gás no Estado no médio e longo prazo.

No painel “Exploração e novas fronteiras onshore e na Margem Equatorial”, que ocorreu no dia 26 e foi moderado pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (Abpip) Márcio Félix, foi levantada a importância de um setor petroleiro responsável durante o período de transição de matriz energética. “A indústria petrolífera é colocada como vilã, mas na verdade, tendo responsabilidade em todos seus processos, nós podemos ajudar a fazer uma transição energética com mais segurança”, afirmou Heloíse Costa, Superintendente adjunta da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Já durante a conferência “Perspectivas da produção de óleo e gás no RN”, alguns desafios burocráticos próprios da produção potiguar foram levantados. Segundo Ivan Carvalho, CEO da Azevedo & Travassos Energia, apesar de ser uma bacia explorada há um tempo considerável, existem poucos poços produzindo petróleo no Rio Grande do Norte. “Isso acontece por uma certa morosidade no processo burocrático da perfuração de poços novos, com uma só licença demorando até seis meses para sair”, explicou o CEO. “Ninguém da indústria quer fugir da sua responsabilidade ambiental e nem ignorar as regras para a exploração. A ideia, na verdade, é acelerar alguns processos burocráticos que podem acabar travando o planejamento de desenvolvimento das empresas petroleiras do estado”, concluiu.

Presente também nos debates do painel, João Vitor Moreira, COO da PetroReconcavo, destacou a importância do gás natural, extraído junto com o petróleo, para o futuro energético do país. “Nós temos a convicção de que o gás natural será o último combustível fóssil produzido a partir da matriz que ainda temos hoje”, disse o COO da PetroReconcavo. “Isso deve acontecer porque o gás natural tem a menor quantidade de emissões relativas entre os combustíveis derivados do petróleo e pela complementaridade e segurança energética que o gás pode proporcionar para plantas renováveis durante momentos de baixa geração de energia”, justificou.

Foto: Divulgação

Seguindo esse processo, João Vitor Moreira contou durante o evento sobre a construção de uma nova instalação para processamento de Gás Natural da PetroReconcavo, situada no município de Assú, no Rio Grande do Norte. A unidade, que foi concluída recentemente e está pronta para entrar em funcionamento, foi criada em parceria com a distribuidora de gás GNLink e teve um aporte de 125 milhões

A nova unidade conseguirá processar até 100 mil metros cúbicos de gás por dia e terá um alcance de distribuição grande, sendo capaz de alimentar um raio de mil quilômetros ao redor da central de processamento. O gás processado será distribuído para os consumidores finais em formato Gás Natural Liquefeito (GNL) ou Gás Natural Comprimido (GNC), além disso, o complexo contará com uma frota de caminhões especiais movidos a GNL e GNC, permitindo que a distribuição do combustível seja feita de forma mais eficiente e com menos impacto ecológico.

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