
O Nordeste brasileiro consolidou-se como uma região de expansão no mercado de trabalho formal no primeiro quadrimestre de 2025, registrando um saldo positivo de 78,5 mil novos postos de emprego com carteira assinada. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos no Nordeste (Etene), revelam que a região foi responsável por 8,5% dos mais de 922 mil empregos celetistas gerados em todo o país no período.
Piauí lidera crescimento regional
Entre os estados nordestinos, o Piauí emergiu como protagonista, conquistando o primeiro lugar na região e a terceira posição nacional em variação percentual de empregos formais em abril. Com um saldo de 3.218 novos postos no mês, o estado registrou variação de 0,88%, superando significativamente as médias nacional (0,54%) e regional (0,57%).
O desempenho piauiense se torna ainda mais expressivo quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Em abril de 2024, o estado havia criado 2.257 vagas (0,64% de variação), o que representa um crescimento de 43% em número absoluto de postos gerados. No acumulado de janeiro a abril de 2025, o Piauí soma 7.314 novos empregos, com variação de 2,02%.
Atualmente, o estoque de empregos formais no estado chegou a 368.971 posições, colocando o Piauí atrás apenas do Espírito Santo (0,93%) e Goiás (0,91%) no ranking nacional de crescimento percentual.
Setores impulsionam crescimento
No contexto regional, o setor de serviços liderou a geração de empregos no Nordeste, criando 80.857 novas vagas, com destaque para atividades administrativas (19.863), educação (17.481) e saúde humana (13.203). A construção civil também contribuiu significativamente, adicionando quase 25 mil postos, principalmente na construção de edifícios (17.207).
No Piauí especificamente, os serviços também se destacaram com 1.482 novas vagas, seguidos pela indústria (792), construção (723) e comércio (485). O estado obteve o quinto maior saldo positivo do Nordeste na criação de empregos no setor de serviços durante abril.
Apesar do destaque piauiense em termos percentuais, a Bahia mantém a liderança absoluta na geração de empregos no Nordeste, ocupando a 7ª posição nacional com 46,4 mil novos postos formais. Na sequência aparecem Ceará (12.829), Pernambuco (9.853) e Maranhão (7.865).
Contudo, nem todos os setores apresentaram crescimento na região. A indústria e a agropecuária reduziram seus quadros em 14.270 e 13.668 postos, respectivamente, evidenciando desafios estruturais que ainda precisam ser enfrentados para um crescimento mais equilibrado.