
A Biotec Tecnologia e Inovações, startup pernambucana incubada na UFPE, está criando produtos de alto valor agregado a partir do bagaço da cana. Liderada por Santulla Bernardes, engenheira química e doutora pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a empresa está transformando o bagaço de cana-de-açúcar, material improdutivo, em xilitol e sorbitol, dois tipos de adoçantes naturais, além de lignina.
A escolha por essa pesquisa surgiu após Santulla Bernardes trabalhar mais de 15 anos no setor sucroenergético, onde a engenheira identificou um excesso de bagaço mal aproveitado no setor industrial. Com o apoio do professor Nelson Medeiros, ela iniciou sua pesquisa no Departamento de Engenharia Química da UFPE, buscando unir conhecimento científico com as demandas do mercado.
A pesquisa coordenada pela empresa abrange a criação de processos para produzir xilitol, sorbitol, lignina, biogás, biometano e hidrogênio a partir de diversas biomassas feitas a partir do bagaço da cana. Um dos principais parceiros da Biotec é a usina Trapiche, que forneceu o bagaço de cana necessário para a pesquisa.
Os processos da startup incluem etapas rigorosas de pré-tratamento, extração, purificação e secagem. Já com as certificações internacionais necessárias, a Biotec pretende oferecer seus materiais para mercados exigentes e que procurem produtos sustentáveis criados a partir de tecnologia de ponta e métodos inovadores.