
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou, na última quinta-feira (19), a liberação de R$ 152,4 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para o avanço das obras da Transnordestina. A decisão, tomada em reunião da Diretoria Colegiada, eleva para R$ 6,6 bilhões o total já investido no projeto de um compromisso de R$ 7,4 bilhões previsto até 2027, incluindo R$ 800 milhões oriundos do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).
O novo recurso integra uma parcela contratual de R$ 1 bilhão, da qual R$ 806 milhões já haviam sido repassados anteriormente. A liberação foi condicionada à apresentação, pela concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA), de comprovações física, financeira e contábil das obras, devidamente atestadas pelo Banco do Nordeste, agente operador do FDNE.
Com mais de 1,2 mil quilômetros de extensão, a ferrovia conectará Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo do Pecém, no Ceará, formando um corredor logístico essencial para o escoamento da produção agrícola e mineral do interior nordestino. Atualmente, 326 quilômetros estão em obras, com expectativa de conclusão de mais 100 quilômetros até abril. Mais de cinco mil trabalhadores atuam nos canteiros.
Entre os avanços recentes, destacam-se as ordens de serviço dos lotes 9 e 10 — os trechos de Baturité a Caucaia, totalizando 97 quilômetros considerados os mais complexos tecnicamente. A ferrovia já iniciou, em fase de testes, o transporte de cargas como milho, sorgo, calcário agrícola e gipsita.
Para o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o projeto é prioritário para o governo federal. “O impacto é direto na dinamização dos setores produtivos, geração de empregos e aumento da renda no Nordeste”, afirmou.