
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentou neste mês um balanço das atividades realizadas em 2025 durante reunião no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em Brasília. O superintendente Francisco Alexandre destacou a ampliação e diversificação da atuação institucional em agendas estratégicas para o desenvolvimento regional.
“As ações mostram como a Sudene é fundamental para o Nordeste. Em meio a tantos desafios, procuramos estruturar iniciativas pragmáticas, que dialogam com as necessidades dos vários públicos beneficiados pelo nosso trabalho”, comentou Francisco Alexandre. “Entre o desafio de estabelecer convergências entre tantas agendas importantes, pudemos neste ano identificar várias oportunidades para reafirmar o protagonismo do Nordeste no desenvolvimento mais justo do Brasil.”
Entre os principais resultados, a Sudene ressaltou o desempenho dos instrumentos de fomento ao setor produtivo. Até outubro, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) somou R$ 40,4 bilhões em financiamentos, com expectativa de superar a meta anual de R$ 47,3 bilhões. O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) destinou R$ 1,6 bilhão às obras da Ferrovia Transnordestina, considerada estratégica para a integração logística da região, além da consolidação do marco regulatório do fundo, permitindo novamente a oferta de crédito para empreendimentos interessados.
No campo dos incentivos fiscais, dados consolidados até outubro indicam apoio a 324 empresas, que utilizarão os recursos oriundos da redução tributária para implantação, modernização e diversificação da produção.
A ampliação de parcerias institucionais também marcou o ano. Em cooperação com o IBGE, a Sudene implantou a Casa Brasil IBGE Sudene, que reúne dados regionalizados sobre economia, sociedade e meio ambiente, fortalecendo o planejamento de políticas públicas. É a primeira expansão do projeto fora do Rio de Janeiro. A Autarquia firmou ainda acordos com os Ministérios do Desenvolvimento Social e da Cultura, além das Superintendências do Desenvolvimento do Amazonas (Sudam) e do Centro-Oeste (Sudeco), reforçando a articulação federativa.
Na articulação com agentes financeiros, a Sudene teve papel central no lançamento da Chamada Nordeste, no âmbito do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff). A iniciativa apresentou inicialmente R$ 10 bilhões em recursos, mas a demanda do setor produtivo alcançou R$ 113 bilhões, considerando 189 projetos aprovados em áreas estratégicas da Nova Indústria Brasil, como energias renováveis, bioeconomia, descarbonização, indústria automotiva, máquinas e data centers verdes.
A inovação foi outro eixo de destaque em 2025. O programa Conexões de Inovação Aberta levou práticas de inovação aberta à gestão pública, com foco em soluções para desafios urbanos e sociais. Os editais Inova Cultura, Inova SUAS e Inova Juventudes destinaram R$ 8 milhões a projetos voltados ao empreendedorismo feminino, aos direitos humanos e à economia criativa. A Sudene também apoiou 88 projetos do programa Centelha II, em parceria com a Finep, com investimento próximo de R$ 5 milhões.
No turismo, a Autarquia lançou o programa Destino Futuro em parceria com a Embratur e o Porto Digital. Com investimento de R$ 2,8 milhões, a iniciativa conecta empresas do setor ao ecossistema de inovação para desenvolver soluções tecnológicas que modernizem o turismo nas áreas atendidas pela Sudene.
Na avaliação do superintendente, os resultados de 2025 trazem perspectivas positivas. “Vamos continuar fortalecendo nossa missão de promover o desenvolvimento da Região, reafirmando as estratégias do Governo Federal”, concluiu Francisco Alexandre.