Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
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9 de fevereiro de 2026 13:28

Usina Caeté aumenta sua produtividade com técnica inovadora no plantio da cana

Usina Caeté aumenta sua produtividade com técnica inovadora no plantio da cana

Além da economia, os canaviais plantados com o plantio vertical têm demonstrado uma maior resistência a períodos de seca
Foto: Reprodução/Internet

A Usina Caeté, empresa de destaque no setor açucareiro de Alagoas, está implementando uma técnica inovadora no cultivo de cana-de-açúcar. Através do plantio vertical da cana, a usina tem conseguido ganhos expressivos em produtividade e redução de custos. Diferentemente do método convencional, onde os toletes de cana são dispostos horizontalmente no sulco, a nova técnica os posiciona em pé, na vertical. A prática, ainda pouco utilizada no Brasil, está tendo sucesso principalmente em períodos de estiagem.

Mário Sérgio Matias, Superintendente de Operações Agrícolas das unidades Matriz e Marituba da Caeté, conta que, inicialmente, a adoção dessa tecnologia foi direcionada às áreas de replanta, como estratégia para revitalizar a parte da planta que recebe os próximos e aumentar a longevidade dos canaviais. O superintendente conta que no último plantio da Caeté, mais de 1.500 hectares foram replantados utilizando o sistema de plantio vertical.

Segundo Matias, o plantio vertical melhora a performance operacional da implantação do canavial, promovendo maior eficiência no plantio. “O menor consumo de mudas possibilita otimização da mão de obra, simplifica a logística e aumenta a capacidade diária de plantio, resultando em uma maior produtividade geral. “O plantio vertical proporciona economia significativa no uso de mudas devido à maior eficiência de brotação”, diz Matias. “Na Usina Caeté, o consumo médio de mudas foi reduzido em 25% no sistema convencional manual e 50%, quando comparado ao plantio mecanizado”, comenta.

Além da economia, os canaviais plantados com o plantio vertical têm demonstrado uma maior resistência a períodos de seca. Essa resiliência em períodos de estiagem é um diferencial importante para o clima da região Nordeste. “O plantio vertical aumenta a tolerância da cana-de-açúcar ao déficit hídrico porque a inserção da muda em posição vertical, com profundidade uniforme e adequada, favorece um crescimento radicular mais profundo e contínuo, ampliando o volume de solo explorado e a capacidade de acesso à água armazenada em camadas mais profundas”, explica o superintendente. “Como consequência disso, as plantas apresentam menor sensibilidade ao estresse hídrico, mantendo maior vigor vegetativo e estabilidade de crescimento em períodos de restrição de chuvas, especialmente nas fases iniciais do ciclo”, conclui.

A técnica vem sendo aplicada tanto em áreas de replantio quanto em novos plantios, com resultados positivos em ambas as modalidades. A iniciativa coloca a Usina Caeté na vanguarda da inovação agrícola do setor açucareiro, explorando soluções tecnológicas para aumentar a sustentabilidade econômica e operacional da lavoura de cana-de-açúcar, mesmo em momentos de estiagem.

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