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9 de fevereiro de 2026 19:56

Usina Caeté produz energia renovável para suas unidades a partir do bagaço da cana-de-açúcar

Usina Caeté produz energia renovável para suas unidades a partir do bagaço da cana-de-açúcar

Do ponto de vista ambiental, a queima da biomassa para geração de energia representa uma destinação útil para subprodutos do processo industrial
Foto: Reprodução/Internet

A Usina Caeté, destaque do setor açucareiro alagoano, passou a usar energia elétrica gerada a partir de biomassa em suas instalações. A bioeletricidade, gerada a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, tem se consolidado como um pilar estratégico para a sustentabilidade operacional em um cenário nacional com alta volatilidade nos custos da energia elétrica convencional, além de ser um passo importante da empresa em direção a um modelo energético renovável.

Segundo Luiz Magno Brito, diretor agroindustrial da Caeté, o investimento da empresa em bioenergia vai além da simples redução de custos, já que a prática proporciona mais autonomia e previsibilidade à operação da usina. Além disso, do ponto de vista ambiental, a queima da biomassa para geração de energia representa uma destinação útil para subprodutos do processo industrial, como o bagaço da cana, permitindo a redução da pegada de carbono ao mesmo tempo que se utiliza um material que não teria outro destino produtivo.

“Utilizamos o bagaço extraído da moagem da cana-de-açúcar como combustível para ser utilizado nas caldeiras, que geram vapor ao aquecer água”, explica o diretor. “Este vapor produzido é direcionado para o acionamento de moendas, além de ir também para a casa de força, alimentando os turbo geradores que levam energia para toda a nossa operação”, conclui.

Na unidade Matriz da Caeté, 30% da bioenergia produzida vai para o consumo próprio da usina e para a central termelétrica, enquanto 25% vai para a irrigação e os 45 % restantes são comercializados no mercado de energia. “A produção de energia excedente é capaz de cobrir os custos com a manutenção da própria central termelétrica”, diz Luiz Magno Brito. “É muito importante demonstrar esta produção de energia renovável, reforçando o compromisso da empresa com políticas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, comenta.

O diretor também destaca que o maior desafio técnico dessa operação é conseguir otimizar os balanços de massa e balanços térmicos, o que proporciona melhores escolhas em equipamentos. “O principal fator para esse tipo de operação é o crescimento e a estabilidade no fornecimento de matéria prima, como o bagaço da cana, já que, sem ela  não é possível pensar em uma produção maior”, afirma.

Luiz Magno Brito também realça a importância de políticas públicas que incentivem esse tipo de operação em indústrias. “Há uma necessidade de estimular uma política de investimentos em eficiência energética nas plantas de cana-de-açúcar, assim como uma política melhor de preços em energia renováveis, algo que é essencial para viabilizar este tipo de investimento”, destaca.

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