
A Usina Caeté recebeu, em fevereiro, uma delegação oficial do governo mexicano para uma visita técnica voltada ao intercâmbio de conhecimentos na produção de açúcar e etanol. Realizada na unidade industrial localizada em São Miguel dos Campos, a agenda teve como foco apresentar o modelo produtivo da companhia e suas práticas alinhadas à transição energética.
Durante o encontro, os representantes da usina detalharam o fluxograma de produção, com ênfase em eficiência operacional, sustentabilidade e inovação tecnológica. A visita foi conduzida pelo diretor-presidente Aryl Lyra, pelo superintendente de Operações Agrícolas, Mário Sérgio Matias, e pelo gerente industrial Juliano Sampaio, que acompanharam a comitiva ao longo das áreas industriais e agrícolas.
A programação também contou com a participação de representantes do setor e da pesquisa científica, como o Sindaçúcar-AL e o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA/RIDESA), reforçando a importância da inovação para o avanço da cadeia sucroenergética. A presença dessas instituições evidencia a integração entre indústria, ciência e desenvolvimento tecnológico no setor.
A delegação mexicana reuniu autoridades ligadas à área energética, incluindo representantes da Secretaria de Energia do México e da PEMEX. O grupo veio ao Brasil com o objetivo de compreender o funcionamento do modelo brasileiro de biocombustíveis, especialmente em um momento em que o México busca ampliar sua participação no mercado de etanol.
Segundo Mário Sérgio Matias, o intercâmbio técnico permite compartilhar a experiência acumulada pelo Brasil ao longo das últimas décadas, ao mesmo tempo em que possibilita compreender as perspectivas mexicanas para o setor. “O México está ingressando no conceito do etanol e busca referências. Esse diálogo fortalece o desenvolvimento conjunto e amplia as possibilidades de crescimento sustentável”, afirmou.
Para Juliano Sampaio, a visita simboliza o reconhecimento internacional da expertise brasileira. Ele destacou que o setor sucroenergético nacional se consolidou como referência global ao integrar produtividade com práticas ambientais responsáveis, contribuindo para a redução de emissões e para a diversificação da matriz energética.
A iniciativa reforça o papel estratégico do Brasil no cenário internacional das energias renováveis, especialmente no contexto da descarbonização. Ao promover cooperação técnica e troca de conhecimento, o setor sucroenergético amplia sua relevância não apenas como motor econômico, mas também como agente central na transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável.