
O Maranhão vive um momento incomum no turismo nacional e quer transformar esse impulso em política estruturada. Em janeiro de 2026, o fluxo de visitantes nos dois principais acessos ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Barreirinhas e Santo Amaro, saltou de 14.837 para 35.395 turistas, crescimento superior a 138% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O dado é parte de um movimento mais amplo: em 2025, o parque registrou 656.388 visitantes, alta de 41,28% frente aos 491.658 contabilizados em 2024.
É nesse contexto que o Governo do Maranhão realizou no último fim de semana, a primeira edição da Expoturismo, no Centro de Promoção do Artesanato Maranhense (Ceprama), em São Luís. Coordenada pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), a feira foi criada para integrar destinos, empreendedores e investidores em torno da cadeia produtiva do setor.
A programação apostou na pluralidade. Arenas de experiências, rodadas de negócios, painéis estratégicos e apresentações culturais formaram a espinha dorsal do evento, que abordou temas como marketing turístico, acesso a crédito e estratégias de comercialização de destinos. Os dez polos turísticos maranhenses foram representados, ao lado de empresários do trade, operadores e comunidades que atuam no turismo de experiência.
O timing da Expoturismo não é casual. Em fevereiro, o Maranhão anunciou voo direto entre Lisboa e São Luís, operado pela TAP Air Portugal, com início previsto para outubro de 2026. A rota conectará o estado ao hub europeu da companhia e sinaliza a ambição do Maranhão de ampliar sua presença no mercado internacional.
A expectativa do governo é clara: converter o crescimento acelerado do fluxo de visitantes em uma estratégia de longo prazo, com mais investimentos, fortalecimento do turismo de experiência e consolidação do setor como vetor central de desenvolvimento econômico do estado.