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9 de abril de 2026 07:01

Novo Complexo Viário promete redesenhar a mobilidade urbana em Aracaju

Novo Complexo Viário promete redesenhar a mobilidade urbana em Aracaju

Com investimentos de R$ 318 milhões e liberação da primeira parte prevista para o mês de maio, projeto reúne viaduto, ponte estaiada e ciclovias
Foto: Ascom

O avanço das obras do Complexo Viário Senadora Maria do Carmo Alves tem movimentado a dinâmica urbana de Aracaju. Com a montagem da primeira parte da obra, um viaduto de 180 metros, a expectativa é que a Zona Sul da capital sergipana, que vive um momento de expansão imobiliária, tenha maior e melhor capacidade de circulação.

Como na maioria das grandes cidades brasileiras, Aracaju apresenta atualmente um crescimento acelerado que é mais significativo do que a capacidade de resposta de suas infraestruturas viárias. Para melhorar nesse aspecto, o Governo do Estado investiu R$ 318 milhões no novo Complexo, com a construção de um viaduto na interseção das avenidas Tancredo Neves e Beira Mar, além de uma ponte estaiada de 360 metros, que ligará a Avenida Tancredo Neves ao bairro Coroa do Meio, visando à requalificação urbana da capital.

A região que recebe o Complexo consolidou-se, ao longo das últimas décadas, como vetor de desenvolvimento e importante ponto de circulação de veículos e pessoas. Além de funcionar como porta de acesso a importantes áreas turísticas do litoral sergipano, a Zona Sul concentra empreendimentos residenciais, comércios e serviços.

Ao Investindo Por Aí, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi), responsável pela obra, explica que ela deve ajudar no enfrentamento de gargalos históricos da mobilidade local. “O Complexo constitui uma obra estruturante para a mobilidade urbana de Aracaju, inserida no planejamento estratégico do Governo de Sergipe para enfrentar os desafios decorrentes do crescimento acelerado da zona sul, da expansão imobiliária e do aumento contínuo da demanda por deslocamentos na capital. O empreendimento responde à necessidade de prevenir gargalos viários, fortalecer a conectividade entre corredores estratégicos e garantir maior eficiência, segurança e fluidez ao sistema de transporte urbano”.

Concebido inicialmente em 2015 e retomado em 2022, o projeto conta com 2,34 quilômetros de ciclovias e destaca a importância da atenção à diversidade de locomoção na cidade, ponto observado no Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV) do empreendimento, de acordo com a Sedurbi. “A reformulação do projeto do empreendimento priorizou a integração multimodal, com especial atenção à ciclomobilidade e à circulação de pedestres. Entre os avanços incorporados ao projeto, destacam-se a reorganização e otimização de travessias de pedestres; adequações de acessibilidade universal; realocação estratégica de pontos de ônibus e implantação de ciclovias elevadas”.

Considerada um dos maiores investimentos em mobilidade urbana da capital e do Estado de Sergipe, a obra tem previsão de ser completamente finalizada em 2027, mas a expectativa é que os impactos positivos sejam observados já na primeira entrega, prevista para maio deste ano, quando começará a funcionar o viaduto da Avenida Beira Mar.

De acordo com a Sedurbi, os estudos técnicos que fundamentaram o empreendimento não produziram estimativas quantitativas específicas sobre impactos econômicos. Ainda assim, a Secretaria destaca que se esperam bons resultados nesse segmento, com a dinamização do comércio local e a valorização imobiliária em áreas adjacentes. Outros pontos que devem contar com melhorias são o aumento da produtividade urbana, a partir da redução dos tempos de deslocamento, e o fortalecimento do turismo na região.

Integração entre Governo do Estado e Prefeitura

Para a execução, o projeto reúne esforços coletivos do Governo do Estado e da Prefeitura de Aracaju, como destaca a Sedurbi: “A articulação entre o Governo do Estado de Sergipe e a Prefeitura de Aracaju ocorreu de forma contínua ao longo das fases de planejamento, licenciamento e execução do empreendimento. No âmbito ambiental, foram realizadas diversas reuniões técnicas com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), especialmente para tratar de temas relacionados à fauna, flora e medidas mitigadoras na área de influência do projeto”.

Em nota, a Secretaria destaca ainda a integração com a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Aracaju (Seminfra), a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (Conurb).

Com o avanço das obras, o desafio conjunto do Governo e da Prefeitura passa a ser garantir que os benefícios esperados se concretizem de forma equilibrada e sustentável, promovendo fluidez, integração e dinamização econômica. Para Aracaju, o redesenho da mobilidade na zona sul pode representar não apenas a solução de problemas históricos, mas também a construção de uma nova lógica de crescimento urbano: mais conectada, eficiente e alinhada às demandas contemporâneas de desenvolvimento.

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