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16 de fevereiro de 2026 09:01

Indústria de Pernambuco recua 3,8% em 2025, mas encerra ano com sinais de reação

Indústria de Pernambuco recua 3,8% em 2025, mas encerra ano com sinais de reação

Setor automotivo e fabricação de materiais elétricos avançam e amenizam desempenho negativo no acumulado
Foto: Stellantis/Divulgação

A produção industrial de Pernambuco acumulou queda de 3,8% em 2025 na comparação com 2024, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do resultado negativo no acumulado do ano, o estado apresentou crescimento de 0,8% na passagem de novembro para dezembro, indicando recuperação pontual no encerramento do período.

Na comparação entre dezembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, a indústria pernambucana registrou alta de 1,5%, reforçando o movimento de reação no fim do ano.

Entre os 17 estados pesquisados pelo IBGE, Pernambuco ocupou a 13ª posição no ranking das unidades federativas que apresentaram retração industrial. No cenário nacional, o melhor desempenho foi registrado pelo Espírito Santo, com expansão de 11,6%. No Nordeste, a Bahia apresentou crescimento de 0,3%, enquanto o Ceará teve retração de 0,6%, ambos com resultados superiores ao de Pernambuco no acumulado anual.

No recorte setorial, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias foi o principal destaque positivo no estado, com crescimento de 7% em 2025. Também registrou desempenho relevante a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançou 6,6% no ano. De acordo com o IBGE, esses segmentos, geralmente associados a cadeias produtivas mais complexas e a investimentos de maior porte, contribuíram para reduzir o impacto do resultado negativo geral.

Por outro lado, as maiores retrações foram observadas na fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, que despencou 69%, e na fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com queda de 15,8%. O IBGE destaca que esse último segmento é historicamente marcado por elevada volatilidade.

Outros setores apresentaram desempenho intermediário: a fabricação de produtos alimentícios recuou 1,4%, enquanto a de bebidas registrou queda de 0,4% no acumulado do ano.

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