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12 de março de 2026 09:31

Piauí atrai 120 empreendimentos e projeta R$ 44,7 bilhões em investimentos entre 2023 e 2025

Piauí atrai 120 empreendimentos e projeta R$ 44,7 bilhões em investimentos entre 2023 e 2025

Projetos captados pelo governo estadual avançam em setores como energias renováveis, agronegócio, mineração e hotelaria, com geração de empregos e expansão econômica no interior
Governador Rafael Fonteles durante missão internacional de prospecção de investimentos; agenda externa integra a estratégia do estado para atrair novos empreendimentos | Foto: Governo do Piauí.

O Piauí atraiu 120 empreendimentos entre 2023 e 2025, com previsão de R$ 44,7 bilhões em investimentos, segundo balanço do governo estadual. Os projetos são resultado de uma estratégia de prospecção voltada à ampliação da atividade econômica em diferentes setores.

A chegada dos empreendimentos deve fortalecer cadeias produtivas, ampliar a geração de emprego e renda e movimentar a economia em diversas regiões do estado.

Parte da atração de investimentos está associada às missões internacionais realizadas pelo governador Rafael Fonteles e sua equipe. Entre 2023 e 2025, o estado participou de 15 missões em 21 países, com agendas voltadas à apresentação de oportunidades de negócios e à construção de parcerias comerciais.

“O Piauí não espera o investidor chegar. Trabalhamos de forma ativa para apresentar nossas oportunidades, fortalecer relações comerciais e atrair empreendimentos nas áreas em que o estado é competitivo, como agropecuária, energias renováveis, mineração e logística, além de abrir portas em novos mercados”, garante Fonteles.

Atuação de órgãos estaduais na atração de projetos

A política de captação de investimentos envolve a atuação conjunta de diferentes instituições do governo estadual, responsáveis pela promoção de negócios e pelo suporte aos investidores.

Entre os órgãos que participam desse processo estão a Investe Piauí, a Badespi, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Piauí (SDE), a Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi) a Secretaria do Agronegócio e Empreendedorismo Rural do Piauí e a Secretaria do Turismo do Piauí (SEAGRO).

O vice-presidente de implantação de negócios da Investe Piauí, Ícaro Carvalho, explica que a atuação da agência ocorre em diferentes etapas do processo de investimento.

“Existem empreendimentos que a ‘Investe’ acompanhou desde a concepção, na divulgação dos potenciais do Estado, no apoio ao estudo de viabilidade desses possíveis empreendimentos, na conexão dos potenciais investidores e empreendedores, desses investimentos que posteriormente se tornaram empreendimentos”, comenta.

Segundo ele, em alguns casos a atuação começa ainda antes da decisão final de investimento. “Ou seja, existem os negócios que a ‘Investe’ atuou antes mesmo da tomada de decisão para o início do negócio, trabalhando no convencimento e na elaboração desses projetos, até mesmo para convencer o empresário a tomar decisão final de investimento, o FID (Final Investment Decision) que a chamamos”.

Já em outras situações, o acompanhamento ocorre após a decisão de investimento. “Existes aqueles empreendimentos que a Investe já atua depois da tomada de decisão de investimento desses empresários, acompanhando a jornada deles, para que ele pudesse ou possa ter sucesso, para que ele de fato seja implantado e realmente saia do papel para se tornar um investimento concreto”.

Além da prospecção de novos negócios, a agência também acompanha a implantação dos projetos. “Elencamos uma jornada de 28 passos que os empresários precisam cumprir para que o empreendimento tenha sucesso, que vão desde a abertura do CNPJ até a qualificação do empreendimento”, complementa Carvalho.

O acompanhamento envolve etapas relacionadas à mão de obra, licenciamento e regularização fundiária, entre outras exigências necessárias para que os projetos avancem.

“Obviamente, com a anuência e o interesse do empresário de que haja esse acompanhamento da agência. A Investe se propõe a acompanhar todos esses passos, esses marcos, para garantir que o empreendimento finalmente tenha êxito”, diz Carvalho.

Projetos já implantados somam R$ 11,8 bilhões

Dos 120 empreendimentos atraídos, 47 já foram implantados, com R$ 11,87 bilhões em investimentos realizados e geração de 10,5 mil empregos.

Projetos de energia solar avançam em municípios como Ribeira do Piauí, Brasileira, Dom Inocêncio, São Gonçalo do Gurguéia e Cristino Castro, ampliando a participação do Piauí na geração de energia limpa | Foto: Governo do Piauí.

Entre os projetos já implantados, o setor de hotelaria lidera com 12 empreendimentos, seguido por:

  • Agronegócio: 10 projetos;
  • Energias renováveis: 8;
  • Mineração: 3;
  • Comércio: 3;
  • Outros setores: 11.

Outros 44 empreendimentos estão em fase de implantação, com R$ 23,37 bilhões em investimentos previstos e potencial de geração de 25,2 mil empregos.

Já 29 projetos encontram-se em fase de estruturação, somando R$ 9,46 bilhões em investimentos previstos e estimativa de 8,3 mil empregos quando implementados.

Projetos estratégicos

Entre os projetos considerados estratégicos está o Projeto Piauí Níquel, localizado no município de Capitão Gervásio Oliveira. O empreendimento prevê investimento superior a US$ 1 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões) para a produção de níquel e cobalto, minerais utilizados na cadeia global de baterias e na transição energética.

O projeto deverá gerar aproximadamente 411 empregos diretos e indiretos no pico das obras.

Também avançam projetos de energia solar em municípios como Ribeira do Piauí, Brasileira, Dom Inocêncio, São Gonçalo do Gurguéia e Cristino Castro, ampliando a participação do estado na geração de energia limpa.

O projeto Piauí Níquel Metais S.A., no município de Capitão Gervásio Oliveira, prevê investimento superior a US$ 1 bilhão para produção de níquel e cobalto, minerais usados na cadeia global de baterias | Foto: Governo do Piauí.

Estratégia busca interiorizar os investimentos

Segundo Carvalho, o governo também realizou estudos para identificar vocações econômicas regionais e direcionar a atração de investimentos.

“Houve, antes de tudo, estudos por parte do governo como um todo, da Investe Piauí, sobre os potenciais regionais, contemplando diferentes territórios e diferentes cidades do Estado, a fim de compreender as forças de cada região”, reforça.

Com base nesse diagnóstico, foram organizadas ações de promoção de negócios em diferentes mercados.

“Estratégias de atração de investimentos de forma regionalizada foram realizadas, por meio dos eventos como o Investe Piauí Day, que aconteceram em diferentes cidades, estados e países, como Estados Unidos, Portugal, Alemanha, e depois na China e Oriente Médio, por exemplo”, acrescenta Carvalho.

Ele também destaca a criação de instrumentos voltados à instalação de empresas fora dos grandes centros. “Existem também estratégias de descentralização como a própria política dos parques empresariais, que está se consolidando agora, de criar esses instrumentos, em cidades no interior”.

“O trabalho é para que haja uma infraestrutura que possibilite a recepção de investimentos e de empresas que podem se instalar nesses parques, cujas instalações estão sendo feitas pelo governo do estado. Então são algumas as estratégias aí que demonstram esse interesse de promover o desenvolvimento regional equilibrado”, garante.

O apoio financeiro aos empreendedores também faz parte da estratégia de desenvolvimento econômico do estado. O presidente da Badespi, Marcelo Bueno, afirma que a instituição atua no financiamento de novos negócios e na ampliação de empreendimentos existentes.

“Nesse sentido, a Badespi traz linhas de crédito, muitas vezes subsidiadas pelo governo, para que esse empreendedor possa, com juros mais baixos, tirar o seu projeto do papel”, diz.

Segundo ele, os financiamentos podem ocorrer tanto com recursos estaduais quanto por meio de convênios com o governo federal.

“Essa é justamente a função da Badespi: apoiar com juros reduzidos, seja por meio de subsídios do governo estadual, seja através de convênios de linhas de crédito com o governo federal”.

Digitalização amplia acesso ao crédito

Bueno afirma que a instituição também investe em soluções digitais para ampliar o acesso ao crédito em todas as regiões do estado.

“Então, o empreendedor hoje que quer investir em cidades e municípios do interior, ou o próprio empreendedor de lá que quer investir o recurso e acessar uma linha de crédito da Badespi, pode, através do nosso site ou do nosso aplicativo, fazer todo o processo, desde a solicitação até a liberação do crédito, de forma online, de forma digital”, comenta.

Segundo ele, a digitalização dos serviços ampliou o alcance da instituição. “Então, essa transformação digital nos proporcionou isso: chegar hoje em quase todos os municípios do Piauí”, destaca.

Para ele, o crédito tem impacto direto na geração de atividade econômica. “Sabemos que, quando o dinheiro chega às mãos de quem empreende e executa os projetos, ele se transforma em desenvolvimento, geração de empregos e melhoria de vida. Essa é a função da Badespi: apoiar o empreendedor para impulsionar o desenvolvimento econômico no estado do Piauí”, finaliza.

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