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22 de fevereiro de 2024 15:46

Ataques cibernéticos preocupam empresas no Ceará e busca por seguros cresce quase 450% em 2021

Ataques cibernéticos preocupam empresas no Ceará e busca por seguros cresce quase 450% em 2021

Além disso, o Ceará superou a média do Nordeste. Os estados da Região apresentaram, em igual período, um avanço de 267,6% na procura por seguros contra ciberataques
Crescimento no número de ataques tem puxado alta na busca por seguros. Foto: Shutterstock

Por Samuel Quintela
Para Diário do Nordeste

Os crescentes casos de ataques cibernéticos contra empresas tem exigido adaptações ao mercado empresarial no Brasil e no mundo. No Ceará, o número de empresas buscando um seguro contra-ataques cibernéticos cresceu em um ritmo quase 3 vezes maior que a média nacional. Em 2021, no Estado, o crescimento foi, segundo dados de federações do segmento, de 447%, contra 149,9% do País.

Os dados são da Superintendência de Seguros Privados (Susep), da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap).

Além disso, o Ceará superou a média do Nordeste. Os estados da Região apresentaram, em igual período, um avanço de 267,6% na procura por seguros contra ciberataques. Nessa perspectiva, a participação do Estado na venda de seguros nesse setor no Nordeste saltou de 5,8% para 8,6% em 2021.

De acordo com João Fontes, membro da Subcomissão de linhas financeiras da FenSeg, esse cenário foi gerado pelo crescimento no número de ataques aos dados e processos digitais às empresas.

TIPOS DE APÓLICE

Fontes ainda comentou que existem vários tipos de serviços ofertados pelas empresas de seguro e que o mercado segue se adaptando às demandas há pelo menos 10 anos, considerando novos tipos de ataques e relações com clientes.

Ele destacou que empresas podem preservar lucros em caso de paralisação de atividades, ou até mesmo garantir o processo de notificação a clientes e acionistas, por exemplo.

“O seguro de ciber são baseados em algumas coisas, como os riscos de primeira parte, ou quando há um ataque. Essas coberturas envolvem o lucro cessante, caso a empresa tem de ficar fora do ar pelo ataque, vendo as condições da apólice. Também temos é o gasto com notificação e monitoramento, porque as empresas têm de notificar clientes e fornecedores, só que isso tem gastos. Além disso, temos a cobertura de pagamento de resgate para possíveis extorsões. Mas temos outras modalidades também”, comentou.

SETORES MAIS AFETADOS

O representante da FenSeg ainda destacou que não existe um segmento específico na economia que tenha puxado o crescimento na busca por seguros cibernéticos.

“Não existe setor específico e o mercado tem crescido de forma geral, tem sido algo bastante uniforme até porque os riscos estão sendo notados em todos os setores da economia”, disse Fontes

“É um mercado que tem crescido muito e o seguro de cibersegurança tem evoluído bastante. É um produto que está no mercado há 10 anos e tem se relacionado muito ao número de ataques, que tem crescido bastante”, completou.


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