
A Bahia encerrou 2025 consolidando sua posição entre os estados brasileiros com melhor desempenho fiscal e maior volume de investimentos públicos. Os números foram apresentados em reunião entre os secretários da Fazenda, Manoel Vitório, e do Planejamento, Cláudio Peixoto, e revelam um estado que, mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, manteve o equilíbrio das contas e ampliou a aplicação de recursos em infraestrutura e serviços à população.
Com R$ 7,97 bilhões empenhados para investimentos em 2025, a Bahia ficou atrás apenas de São Paulo no ranking nacional — estado que dispõe de cinco vezes mais recursos orçamentários que o baiano. Em termos proporcionais ao orçamento de cada unidade federativa, a Bahia investiu significativamente mais que o estado paulista, que empenhou R$ 16,8 bilhões. Nos primeiros oito meses de 2025, a Bahia chegou a ocupar, de forma inédita, o primeiro lugar absoluto do ranking nacional de investimentos.
Somados os três anos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, o total chega a R$ 24,04 bilhões investidos; sendo R$ 8,38 bilhões em 2023, R$ 7,69 bilhões em 2024 e R$ 7,97 bilhões em 2025. Desse montante, a maior parte, cerca de R$ 18,97 bilhões, foi bancada com recursos do próprio caixa estadual. Apenas R$ 5,07 bilhões vieram de operações de crédito, destinadas exclusivamente a projetos estruturantes como escolas, hospitais, rodovias e segurança pública.
Outro indicador de destaque é o nível de endividamento. Em dezembro de 2025, a dívida consolidada líquida da Bahia equivalia a 36% da receita corrente líquida — queda em relação aos 37% registrados em dezembro de 2024, e muito abaixo do limite de 200% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O dado coloca o estado entre os menos endividados do país, mesmo após o ciclo de investimentos recordes dos últimos anos.
“O investimento injeta recursos na economia, criando empregos e fomentando a renda, além de reforçar a capacidade de prestação de serviços à população”, afirmou o secretário Manoel Vitório. Já o secretário Cláudio Peixoto destacou que os resultados são fruto de planejamento e credibilidade institucional: “A Bahia investe porque tem equilíbrio fiscal. O governo seguirá pautado por dados, transparência e responsabilidade.”
Os números ganham relevo diante do contexto nacional. As mudanças no regime do ICMS em 2022 causaram perdas superiores a R$ 100 bilhões no conjunto dos estados, e a desaceleração econômica de 2025 limitou o crescimento da arrecadação em todo o país. Ainda assim, a Bahia manteve a trajetória de equilíbrio e já projeta seguir investindo em 2026.