Jessyca Arieira

É mito afirmar que bitcoin é usado para cometer crimes, fraudes ou lavagem de dinheiro. Não iremos adentrar na área financeira para explicar os fundamentos, mas se existe uma característica no sistema descentralizado é a segurança. Por vezes, “especialistas” em criptoativos insistem em informar aos canais de mídia que não é possível rastrear um bitcoin e que trata-se de uma bolha ou é pirâmide financeira. Quem replica essas informações não entendeu a tecnologia e muito menos tem conhecimento da segurança do sistema blockchain (uma cadeia de blocos).

As transações com criptomoedas são confirmadas através da Blockchain, que funciona como um livro contábil, registrando-as com a quantia de cripto, quando foi feita, o endereço de origem e o de destino. A blockchain é pública e auditável. É o mesmo que ter a abertura do sigilo bancário de todo mundo no planeta. Toda transferência de criptomoedas gera um código único quando ela é confirmada na blockchain. Com esse código é possível verificar se a transferência foi de fato realizada. Para uma transferência ser hackeada seria necessário que o ataque fosse direcionado para toda cadeia de blocos dentro do “livro razão”, o que se mostra pouco provável com a tecnologia de hoje.

O que os “especialistas” confundem é a dificuldade de rastrear o proprietário da carteira em que se encontram as criptomoedas. Isso porque as carteiras não são identificáveis necessariamente, uma vez que os proprietários podem manter o anonimato para a sua segurança. Isso não significa que o bitcoin não é rastreável, e sim, que associar o proprietário do bitcoin pode ser uma tarefa difícil até que a criptomoeda se converta em dinheiro. Em todos os casos de novas tecnologias ou ferramentas será comum encontrar indivíduos que irão desvirtuar o fundamento para atuação criminosa, e isso não significa que a ferramenta em si deve ser invalidada ou temida. Do ponto de vista jurídico, não existe nenhuma irregularidade no que tange às transações em criptoativos, desde que declaradas à Receita Federal. Até o Banco Central está em fase de testes para o Sandbox da moeda virtual brasileira, ou seja, a tecnologia é válida sim.

Fique de olho nas empresas que utilizam o desconhecimento dos clientes para obter vantagens ilícitas quando vinculam bitcoin à rentabilidade garantida. São institutos que NUNCA irão se confundir. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Parece redundante, mas é verdade. Criptoativos não são sinônimos de rentabilidade de maneira alguma. Da mesma forma que uma criptomoeda pode valorizar, ela pode despencar na mesma velocidade e você perder tudo! Preste a atenção nas empresas que garantem rentabilidade de criptomoedas, porque não existe relação de ganho sempre, da mesma forma que em qualquer mercado de renda variável.

Pesquise e leia mais sobre a tecnologia blockchain para formar sua própria opinião e evitar cair em golpes.