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21 de fevereiro de 2024 18:36

Exportações do Ceará crescem 12,7% no 1º semestre; veja lista com principais produtos

Exportações do Ceará crescem 12,7% no 1º semestre; veja lista com principais produtos

Segundo especialistas consultados pelo Sistema Verdes Mares, recursos poderão ser movimentados entre aplicações com mais fluidez. Mudanças devem beneficiar investidores menores.

Diário do Nordeste

Por Ingrid Coelho

Empresas enviaram pelo Estado US$ 1,07 bilhão em mercadorias ao exterior. Estados Unidos representam 63% do mercado consumidor de produtos locais

O Ceará exportou US$ 1,07 bilhão em produtos no primeiro semestre de 2021, crescimento de 12,7% ante igual período de 2020. As importações também cresceram 27,7% considerando a mesma base de comparação, chegando a US$ 1,54 bilhão. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (6) pelo Ministério da Economia.

Com o resultado, a balança comercial do Estado encerrou o primeiro semestre deficitária (o Estado importou mais do que exportou), com saldo negativo de US$ 468,6 milhões. O Ceará é o 14º do País em exportações e o 12º em importações.

Principais produtos exportados pelo Ceará

Entre os protagonistas nas exportações do primeiro semestre estão:

  • Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (53% do total exportado);
  • Calçados (9,5%)
  • Geradores elétricos giratórios e suas partes (8,7%)
  • Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (7,2%)
  • Demais produtos da indústria de transformação (4,1%).

Já os principais produtos importados são o carvão (12%); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (8,3%); trigo e centeio, não moídos (8,2%); válvulas e tubos termiônicas (6,5%).

A presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior da Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), Ana Karina Frota, vê o resultado semestral com bons olhos, mas pondera que os números poderiam ser ainda melhores se a logística mundial estivesse vivenciando um momento mais favorável.

“Nós observamos esse resultado de forma muito positiva, mas estamos diante do contexto mundial de frete altíssimo, falta de contêineres e problemas na aquisição de matéria-prima – muito importante para a vantagem competitiva das nossas empresas. Se todo esse contexto fosse melhor, o Ceará e o resto do mundo teriam um fluxo comercial maior”, pontua Ana Karina Frota.

Ela ressalta que o encarecimento do frete mundialmente é uma questão delicada considerando a importância da via marítima para o comércio exterior no Estado. “Mais de 95% das operações comerciais do Ceará acontecem por transporte marítimo”, diz.

DÓLAR

Sobre o resultado positivo nas exportações, além da base de comparação baixa (primeiro semestre de 2020, início da pandemia), a presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior avalia que muitas empresas aproveitaram o dólar em patamares recorde para enviar seus produtos para o exterior.

“Obviamente que temos empresas de pequeno e médio porte que estão mais fragilizadas e temos aquelas que já tinham certa experiência e elas aproveitaram que o dólar estava convidativo”, destaca Ana Karina.

RESULTADO MENSAL

Apenas em junho, o Ceará enviou em mercadorias para outros países US$ 239,3 milhões – maior volume exportado pelo Estado mensalmente desde julho de 2019, quando as exportações do Ceará somaram US$ 258,5 milhões. Em importações, o Ceará somou US$ 260,02 milhões no mês de junho.

NOVO CAPÍTULO

Para Ana Karina, o Ceará está iniciando um novo capítulo no desenvolvimento econômico diante da implementação do novo hub de comércio exterior.

“Principalmente quando a gente faz essa análise de uma pauta extremamente concentrada em produtos e países. Esse novo momento vem com o grande propósito de tracionar essas operações, principalmente nas importações com a instalação de grandes empresas que vão trabalhar na montagem e produção com o objetivo de exportar”, reforça Ana Karina.

“Isso significa geração de emprego, renda, mudança na mentalidade empresarial. Esses projetos, embora mais robustos, são claramente ágeis e dinâmicos”, detalha a presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior da Adece.

Atualmente, os Estados Unidos recebem a maior parte das exportações cearenses: 63,1% do total. O Canadá e a Coreia do Sul aparecem logo em seguida, com 3,9% cada. A Argentina corresponde a 3,1% dos envios ao exterior. Já as importações são oriundas da China (29%); Estados Unidos (25%); Argentina (7,4%); Colômbia (6,1%) e Rússia (4,1%).

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