A publicidade é mola propulsora da economia e peça fundamental na dinâmica dos mercados consumidores. A afirmação pode até assustar aqueles desavisados que nunca pararam para analisar a real dimensão desse negócio. A verdade é que a indústria da comunicação tem um papel relevante para o ambiente dos negócios. No Brasil, movimenta cerca de 4% do PIB e tem como uma das suas características a capacidade de contribuir para alavancar resultados de outros setores econômicos. É por isso que comunicar e investir são dois lados de uma mesma moeda: a moeda do desenvolvimento.

Quando, no século passado, Henry Ford disse que “se tivesse um único dólar, investiria em propaganda”, o industrial americano antecipava o que viria a se tornar o embrião de uma indústria focada no consumo, no fortalecimento das marcas e na evolução dos negócios. E isso vale para qualquer empresa: a sobrevivência empresarial segue atrelada ao desafio de se ter uma marca forte, presente na mente das pessoas e capaz de entregar aquilo que promete.

Tudo isso foi reforçado pela mais completa pesquisa global sobre o valor das marcas, o BrandZ, realizado anualmente desde 2006, pelo Kantar, e apresentado no final de junho deste ano, durante o Festival de Cannes, na França. E os resultados mostrados refletem o comportamento dessas marcas na relação que mantém com seus cliente por todo mundo. No top 10, a lista traz Amazon, Apple, Google, Microsoft, Tencent, Facebook, Alibaba, Visa, McDonald’s e Mastercard. O que essas marcas têm em comum? É aí que temos a grande lição: segundo matéria publicada pelo Meio & Mensagem, com Nathalie Burdet, CMO da Kantar, “70% das empresas no ranking apresentam quatro fundamentos que direcionam sua estratégia de marketing: experiência de marca condizente com a expectativa do consumidor; exposição de marca com consistência e de maneira que a marca fique na mente do consumidor; funcionalidade, ou seja, ter a certeza de que o produto ou serviço tenha utilidade e seja inovador; conveniência, ou ter a marca no dia a dia do consumidor”.

A força dessas marcas nasce da constância que mantêm em sua comunicação e da verdade que buscam imprimir naquilo que comunicam. É assim, aliando esses fundamentos, que as marcas constroem relevância junto aos seus públicos, ganham espaço, ampliam a sua atuação e ajudam a mover a engrenagem da economia. Em pesquisa realizada pela Deloitte, para a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) sobre o impacto da atividade na economia do País, cada real investido em publicidade gera, em média, um retorno de R$ 10,69. E cada variação de 1% no investimento publicitário desencadeia uma variação de 0,07% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

Assim, comunicar e investir caminham de mãos dadas.