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15 de junho de 2024 07:29

Rede hoteleira de Pernambuco comemora crescimento da ocupação no carnaval; aposta é de alavancada no semestre

Rede hoteleira de Pernambuco comemora crescimento da ocupação no carnaval; aposta é de alavancada no semestre

Projeção está no turismo de lazer, seguido pelo nicho de eventos e negócios, já de olho na Semana Santa. Categoria também está na luta pela manutenção de incentivos fiscais
Crescimento esperado é na ordem de 10%, em comparação ao mesmo período passado (Divulgação)

O carnaval 2024 já aquece a rede hoteleira do estado, que se prepara para receber os foliões de olho em uma movimentação que se estenda por todo o primeiro semestre. Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), os estabelecimentos já atingem o patamar máximo de ocupação nos principais polos da festa, a exemplo do Recife e Ipojuca, que contam com 15,7 mil e 17,9 mil leitos, respectivamente. O crescimento esperado para o Reinado de Momo é na ordem de 10%, em comparação ao mesmo período do ano passado.

“Quando falamos em um índice de 95% ou próximo disso, na verdade já marcamos um número extremamente positivo, algo que para nós representa praticamente a totalidade, levando-se em conta o quantitativo de quartos que precisam estar em margem de segurança para alguma eventualidade”, explica o presidente da ABIH-PE, Carlos Periquito. Segundo ele, o período carnavalesco é um atrativo tanto para o turista interno quanto para os que vêm de fora. “A representatividade de Pernambuco nesta época movimenta toda a cadeia do turismo, incluindo a ampliação no número de voos, no consumo de alimentos e bebidas e todo um aquecimento conjunto da economia”, complementa.

A aposta da categoria é de recuperação, considerando ainda resquícios deixados no período de pandemia. “De portas fechadas ou com operação mínima, foi gerado um passivo muito grande e moroso para se resolver. Ainda percorreremos um longo caminho para atingir a saúde financeira, mas qualquer sinal positivo é motivo para comemorar”, destaca o gestor, que continua: “Nossa projeção é de um mês de fevereiro excelente, sobretudo no litoral. Ao fim do carnaval, já estamos na mira do aumento da procura pelo turismo de lazer, seguido pelo nicho de eventos e negócios e, em seguida, um fortalecimento com a Semana Santa, se estendendo até junho, quando o ciclo de interesse deve recomeçar”, detalhou.

Em Olinda, que registra cerca de 800 leitos registrados, a particularidade se coloca pela ocupação de residências ou mesmo apenas parte delas, como quartos, cozinhas e banheiros, bastante almejados por viajantes. Conforme a Associação dos Empreendedores do Sítio Histórico de Olinda (AESHO), o período também beneficia a geração de postos de trabalho, com a contratação de funcionários temporários oscilando entre 20% e 30% a mais do que o quadro original. “Reforçamos o treinamento em atendimento, o cuidado com a segurança e o entendimento de que cada hóspede é único e precisa ser fidelizado”, afirma a gerente de atendimento Marianna Cavalcanti, à frente de uma pousada temática na região dos Quatro Cantos.

Conforme a Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas (AHPG), destino conhecido em todo o país pelas piscinas naturais de água cristalina, bons ventos também vêm sendo registrados desde o Réveillon. Segundo dados da entidade, o aumento na procura por reservas para o período carnavalesco foi antecipado, marcando ampliação a partir de julho do ano passado. No circuito do interior, as cidades de Bezerros e Pesqueira, ambas no Agreste, também se destacam na ocupação de hospedarias. Entre as atrações estão os famosos papangus e os caiporas, respectivamente, impulsionando a visitação.

– PERSE
Representantes do setor de turismo, eventos e hotelaria de Pernambuco estão reunidos em Brasília, nesta semana que antecede o Carnaval. A comitiva trata da Medida Provisória 1202, que revoga o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), a partir de março deste ano. Já sancionada pelo presidente Lula, o instrumento tinha a promessa de socorrer os setores através de redução nominal de até 80% de sua carga tributária, mas foi declinado de olho no déficit fiscal. “Existe a necessidade de todos nós estarmos unidos em torno desta pauta, que representa a manutenção de empregos, a retomada de investimentos e a atenuação de prejuízos acumulados desde 2019”, reforça Carlos Periquito.

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