Danielle Santoro

O pesquisador André Martelli falou sobre a combustão do gás natural e formação de CO2. Foto: Itawi Albuquerque.

 

Por Diego Barros e Laura Pedrosa
Para Investindo Por Aí 

Discutir soluções energéticas integradas e promover o debate claro e transparente sobre os investimentos no setor foi o que marcou o 1° dia do Workshop de Geração Termelétrica promovido pela Origem Energia e realizado nesta quarta-feira (25), no auditório da Casa da Indústria, em Maceió.

O evento contou com a participação de executivos da empresa e importantes atores do segmento como órgãos de fomento e da indústria, profissionais da área, além de estudantes e interessados no assunto que também puderam acompanhar toda a programação ao vivo pelo YouTube.

O diretor de relações institucionais e governamentais da Origem Energia, Marco Túlio Rodrigues, deu início agradecendo à receptividade do Estado de Alagoas, bem como ao apoio e estrutura disponibilizados, destacando, em especial, a atenção do Secretário de Estado da Fazenda de Alagoas, George Santoro. Ainda pela manhã, o diretor de Geração da Origem Energia, Paulo Petrassi, proferiu a primeira palestra e abordou de maneira didática o tema da “Geração Termelétrica a partir de Turbinas a Gás”, em que discorreu sobre a energia elétrica de forma contextualizada, abordando o histórico e as tendências do Setor Elétrico Nacional ao longo dos últimos anos. Ao final da explanação, fazendo valer a proposta de diálogo e debate do encontro, os participantes puderam fazer perguntas ao palestrante.

Também presente ao evento, a gerente do Ativo Alagoas da Origem Energia, Selma Fontes, declarou ao Investindo Por Aí que a produção de petróleo e gás no Estado alcançou um novo patamar. “Estamos dando continuidade a uma história precedente do antigo operador, com um salto relevante para a produção de petróleo e gás no Estado de Alagoas, reiniciando um ciclo onde a fonte de energia de gás e petróleo está adquirindo outra dimensão, não apenas para Alagoas, mas para o Nordeste, agregando aos negócios que já existiam e para os novos, que propõem a utilização de energia de geração termelétrica para preencher essas oscilações das fontes de energia renováveis”.‌

Sobre os resultados da concessionária nos primeiros cem dias de operação em Alagoas, que aumentou a produção em mais de 100% e contribuiu para a redução do preço do gás no Estado, Fontes destacou que a empresa obteve sucesso no processo de transição das concessões de óleo e gás. “A Origem Energia foi bem sucedida desde a transição no recebimento dessas concessões de óleo e gás em um curtíssimo espaço de tempo e foi um processo construído por uma equipe coesa, movida por uma vontade de fazer a diferença, unindo pessoas de fortíssimo engajamento ao capital investidor, que nos deu suporte, fazendo valer a crença de que o capital produtivo já existia e só restava voltar a priorizar essa fonte de energia”, disse. Com experiência de mais de 30 anos na indústria do petróleo e, destacando-se no comando da operação, afirmou que se sente privilegiada e concluiu dizendo que “o grande desafio é transformar o aproveitamento das riquezas naturais do Estado”.

À tarde foi a vez do pesquisador e pós-doutorando em Engenharia Mecânica, André Martelli, subir ao palco e esmiuçar sobre combustão do gás natural, formação de CO2 e temperatura adiabática da chama. Martelli fez um comparativo entre as modalidades de geração de energia e suas respectivas emissões de poluentes. 

O pesquisador destacou a geração termelétrica com turbina a gás como uma excelente alternativa de transição para uma geração de energia com menos emissão de poluentes. “Trouxe aqui um comparativo de como essa solução técnica se adequa a esse atual cenário de geração e despacho variável, flexível… Quis mostrar que, em comparação com outras alternativas, ela, em si, é uma boa solução. Tanto para Maceió, como para o mundo. É uma questão de transição de energia que estamos vivendo. Uma solução técnica e boa para o contexto em que estamos inseridos. Esse tipo de modalidade de geração é muito melhor que o carvão. Isso não há dúvidas”, conclui.

Vale lembrar que, em 2021, o país viveu uma de suas maiores crises energéticas devido aos baixos níveis de água nos reservatórios das hidrelétricas e as usinas termelétricas entraram em ação para evitar o risco de apagões ou racionamento. A crise gerou um aumento das contas de energia e, por sua vez, um efeito cascata, afetando consumidores e produtores, e alimentando a inflação.

O Workshop volta a acontecer na manhã e tarde desta quinta-feira (26), último dia do evento.