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21 de fevereiro de 2024 18:00

Expansão no Norte e no Nordeste do país será prioridade, diz Aegea Saneamento

Expansão no Norte e no Nordeste do país será prioridade, diz Aegea Saneamento

Aegea venceu o leilão de duas PPPs de esgoto no Ceará, assumindo cerca de R$ 6,2 bilhões de investimentos para universalizar o serviço em 24 cidades do Estado

Por Taís Hirata
Para Valor Econômico – São Paulo

A Aegea Saneamento terá como prioridade em seu plano de expansão as regiões Norte e Nordeste do país, afirmou o vice-presidente de relações institucionais do grupo, Rogério Tavares.

Na terça-feira (27), a companhia venceu o leilão de duas PPPs de esgoto no Ceará, assumindo cerca de R$ 6,2 bilhões de investimentos para universalizar o serviço em 24 cidades do Estado. Para conquistar os dois contratos, o grupo ofereceu descontos expressivos, de 27,5% e 37,9%, sobre a remuneração máxima a ser paga pelos serviços.“O Nordeste e o Norte são prioridades nossas. Já não diria a mesma coisa de outras regiões, porque nessas a gente tem pouca coisa, então estamos dando prioridade”, afirmou o executivo, em conversa com o Valor, nesta quarta (28).

“Tudo vai depender do que aparecer de oportunidade concreta, vamos analisar para ver se faz sentido, assim como vamos analisar projetos em outros locais, mas vamos dar uma atenção maior a essas regiões. Até porque é onde tem a maior parte do déficit [de saneamento do país]”, disse ele.

Com a vitória, a empresa, que já havia se consolidado como o maior grupo privado de saneamento básico do país, chega a um total de 178 cidades operadas e cerca de 25,5 milhões de pessoas atendidas. Na região Nordeste, a Aegea já tinha outros três contratos municipais, no Crato (CE), em Teresina (PI) e Timon (MA). Já na região Norte, o principal ativo é Manaus (AM), mas também há outros municípios no portfólio, quatro deles em Rondônia e dois no Pará.

Questionado sobre como fica o fôlego financeiro da Aegea com os dois novos contratos conquistados, Tavares afirma que a companhia irá suportar tranquilamente os novos investimentos. O plano é fazer uma estrutura de financiamento tradicional, segundo ele, com cerca de 20% a 30% de recursos próprios e empréstimos com bancos públicos ou no mercado de capitais. As condições específicas, diz ele, dependerão da situação do mercado no momento da contratação dos empréstimos.
Ele também destaca que a relação entre dívida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) seguirá abaixo dos limite de 3,5 vezes. No segundo trimestre deste ano, o indicador terminou em 2,57 vezes. O grupo tem como acionistas a Equipav, o fundo soberano de Cingapura GIC e a Itaúsa.

A companhia segue disposta a disputar novos leilões, diz o vice-presidente. “O mantra é esse: vamos sempre estudar os projetos e, se fizer sentido, vamos participar.” Porém, ele destaca que hoje não há outras oportunidades concretas no radar e diz que o calendário eleitoral dificulta a perspectiva de novos projetos neste ano. “Esse [o leilão do Ceará] era o último leilão que estava claramente definido. A partir daqui, nada tem data estabelecida”, disse. “Há uma sinalização da possibilidade de [privatização da] Corsan [companhia de saneamento do Rio Grande do Sul], mas não tivemos certeza ainda. Essa é uma oportunidade que ainda pode sair, mas vamos ver, porque está se aproximando o fim do ano, com processo eleitoral no meio, é um período complicado. Se vier, vamos avaliar”, afirma.

Na visão do executivo, independentemente do resultado das eleições no âmbito federal e nos estados, as oportunidades de negócio no setor deverão prosseguir em 2023. “Não me parece que haverá alterações no processo. Passado um período inicial de três meses [no início dos novos mandatos], a coisa deve voltar a rodar sem problemas.”

Já em relação às oportunidades do mercado secundário, Tavares diz que a empresa não tem nada no radar neste momento.

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