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27 de maio de 2024 22:30

PepsiCo fará agrofloresta com cacau e coco no sertão do Nordeste

PepsiCo fará agrofloresta com cacau e coco no sertão do Nordeste

Projeto integra conjunto de iniciativas da empresa para a difusão de práticas agrícolas regenerativas

Por Camila Souza Ramos
Para Valor Econômico – São Paulo

A PepsiCo vai começar um projeto de agrofloresta com plantações de cacau e coco no sertão do Nordeste. A iniciativa prevê a produção das duas culturas em 30 hectares de uma fazenda-piloto da companhia em Petrolina (PE) e em outros 20 hectares em áreas de agricultores locais parceiros.

O cacau é uma espécie originalmente da Amazônia, mas a maior parte da produção ocorre na Zona da Mata, sobretudo na costa sul da Bahia. O cultivo da fruta em regiões sem vegetação densa e em que pouco chove é praticamente inexistente. Em uma das raras iniciativas de plantio nessas condições, a Cargill lançou neste ano um projeto com o grupo Schmidt para plantar cacau no serrado.

Fazenda de demonstração da PepsiCo em Petrolina (PE): produção de cacau e coco no sertão do Nordeste — Foto: Johnnis Alves / PepsiCo / divulgação.

“O cultivo de cacau exige um sombreamento que os coqueiros já oferecem. O consórcio dessas duas culturas gera ganhos em sustentabilidade, com a otimização do uso da terra, da água e dos insumos agrícolas, o que melhora a vida e a estrutura do solo”, afirma Ricardo Galvão, diretor de agronegócio da PepsiCo Brasil, em nota.

Dona da marca de água de coco Kero Coco, a PepsiCo produz e origina a fruta no sertão nordestino desde 2009. Por ano, a empresa compra 100 milhões de unidades de coco na região, que rendem 33 milhões de litros de água. A companhia tem parceria com fornecedores na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, um universo de cerca de 4 mil famílias agricultoras. Ela oferece assistência técnica, adiantamento da compra da produção, treinamentos, dias de campo, financiamentos e transferência de tecnologia.

A produção consorciada das duas frutas faz parte do plano PepsiCo Positive (pep+), sob o qual a empresa quer, até 2030, difundir práticas agrícolas regenerativas em toda a área em que ela obtém insumos, que soma 2,8 milhões de hectares. Como parte dessas ações, a companhia vai dobrar a área de suas fazendas de demonstração até o fim da década.

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