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22 de fevereiro de 2024 19:10

Piauí redefine paisagem econômica com foco na agropecuária e indústria

Piauí redefine paisagem econômica com foco na agropecuária e indústria

Setor de serviços cede espaço para o crescimento da produção de grãos e energias renováveis

Ao longo de duas décadas, o Piauí passou por uma significativa transformação em sua estrutura econômica, revelando um cenário marcado pelo dinamismo e mudanças substanciais. Segundo dados da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), baseados em informações do IBGE, diversos municípios que anteriormente tinham a administração pública e os serviços como principais motores econômicos agora testemunham o protagonismo da agropecuária e indústria.

Mapa mostra crescimento da agropecuário e indústria nos municípios piauienses | Reprodução
Mapa mostra crescimento da agropecuária e indústria nos municípios piauienses | Reprodução

Entre os anos de 2002 e 2021, localidades como Barreira do Piauí, Corrente, Bom Jesus, Uruçuí, Gilbués, Currais, Landri Sales e Monte Alegre do Piauí, anteriormente centradas no setor de serviços, experimentaram uma transição para a agropecuária como atividade econômica principal. Esse avanço é notadamente impulsionado pelo expressivo crescimento na produção de soja e outros grãos, reconfigurando a dinâmica econômica local.

Paralelamente, municípios como São João do Piauí, Lagoa do Barro do Piauí, João Costa, Simões, Fronteiras, Queimada Nova e Marcolândia, outrora focados em serviços, agora veem na indústria a força propulsora de suas economias. A geração de energia elétrica, especialmente através de fontes renováveis como eólica e solar, emerge como um fator determinante nesse processo evolutivo.

O economista Fernando Galvão destaca que esse fenômeno está intrinsecamente ligado ao dinamismo desses municípios, aliado às condições naturais favoráveis para atrair investimentos, tanto na produção de grãos quanto nas energias renováveis. “O estado possui condições propícias para atrair investimentos, impulsionando a atividade econômica em diversos municípios. Uruçuí, por exemplo, destaca-se como um dos mais dinâmicos do Piauí, ostentando um dos maiores PIBs estaduais”, comenta Galvão.

Apesar do setor de serviços ainda predominar no PIB do Piauí, representando mais de 70% do total, o estudo aponta para um aumento gradual da participação da agropecuária e indústria. Em 2002, a administração pública detinha 86% das principais atividades econômicas, seguida por serviços (8,1%), agropecuária (4%) e indústria (1,9%). Em contraste, em 2021, a administração pública ainda lidera com 87,9%, mas observa-se um crescimento na agropecuária (5,8%) e na indústria (4,5%).

“É evidente o destaque crescente da indústria. O agronegócio, por sua vez, tende a oscilar, mas as condições geográficas do cerrado piauiense são atrativas, resultando em significativos investimentos. Dessa forma, registra-se uma expansão notável nos últimos anos”, destaca Fernando Galvão.

Apesar da concentração significativa do PIB estadual em 10 municípios, incluindo Teresina e Parnaíba, localidades como Queimada Nova, Dom Inocêncio e Simões lideraram os maiores crescimentos em 2021. Cidades como Ribeiro Gonçalves e Uruçuí, destacando-se na produção de grãos, figuram entre os 10 maiores PIBs do Piauí.

De acordo com o estudo da Seplan, o PIB do Piauí vem se descentralizando nos últimos anos, abandonando a exclusividade nas grandes cidades do estado. “Outros municípios estão experimentando um crescimento significativo. É imperativo acelerar esse processo, permitindo que cidades menores contribuam de maneira mais expressiva para o PIB”, ressalta o economista.

Fernando Galvão conclui enfatizando a necessidade de mais investimentos na produção e modernização da agropecuária, além da infraestrutura. “Apesar da nossa vocação natural, é preciso mais. Investir em infraestrutura, mão de obra qualificada, acesso ao crédito e políticas públicas estaduais é crucial. Dessa forma, fortalecemos a expertise na produção de grãos”, conclui Galvão.

*Com informações de Piauí Negócios

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