
A movimentação portuária da Bahia encerrou 2025 com 42,9 milhões de toneladas transportadas, volume 1% inferior ao registrado em 2024. Apesar da leve retração, o estado mantém a segunda maior atividade portuária do Nordeste, atrás apenas do Maranhão — impulsionado pela exportação de minérios — e à frente dos complexos de Suape, em Pernambuco, com 25,9 milhões de toneladas, e do Pecém, no Ceará, que movimentou cerca de 20 milhões de toneladas no período.
O recuo está associado, principalmente, ao desempenho do segmento de granéis líquidos, impactado pela redução no embarque de derivados de petróleo e produtos da indústria petroquímica. A desaceleração nesse ciclo influenciou diretamente o resultado global do sistema portuário baiano.
Nos portos públicos, a movimentação somou 11,6 milhões de toneladas. O Porto de Salvador apresentou queda de 8,8% em relação ao ano anterior. O Porto de Aratu registrou retração ainda mais acentuada, de 13,3%, enquanto o Porto de Ilhéus teve redução de 7,1% no volume movimentado.
Em contrapartida, terminais privados ampliaram participação e ajudaram a mitigar perdas. O Terminal de Cotegipe foi o principal destaque, com crescimento de 27,8% na movimentação, beneficiado pela migração de parte dos granéis sólidos. O avanço elevou sua participação relativa no total movimentado no estado.
Outro ponto de expansão foi o Terminal da Enseada, que apresentou aumento de 44% na movimentação. Embora o crescimento tenha ocorrido sobre uma base comparativa reduzida, o desempenho sinaliza retomada operacional e reativação gradual das atividades.
A concentração da movimentação permanece elevada. Quatro portos respondem por 94% de todo o volume transportado na Bahia. O Terminal de Madre de Deus lidera, com 49,5% da participação total. Em seguida aparecem o Terminal de Cotegipe, com 17,4%; o Porto de Aratu, com 13,2%; e o Porto de Salvador, com 12,7%. Os demais terminais somam 7,2%.
O desempenho de 2025 reforça a dependência do sistema portuário baiano em relação aos granéis líquidos e aos derivados de petróleo, ao mesmo tempo em que evidencia a crescente relevância dos terminais privados na recomposição do fluxo logístico estadual.