
O Senac Alagoas inicia o ano letivo de 2026 com o objetivo de ampliar ainda mais sua presença em todo o estado, reafirmando seu compromisso histórico com a interiorização da educação profissional. Desde o dia 12 de janeiro, a instituição passou a atuar simultaneamente em 13 municípios alagoanos, dando um passo concreto em direção à meta de alcançar todos os 102 municípios alagoanos.
Rosely Alves, gerente interina de relacionamento do Senac Alagoas, destaca que, ao todo, mais de 30 turmas já estão em andamento. Segundo a gerente, a interiorização das atividades do Senac Alagoas tem como objetivo levar educação profissional de qualidade para comunidades vulneráveis. “A interiorização consiste em expandir e qualificar a presença do SENAC para além da capital, levando educação profissional a municípios do Agreste, Sertão e Zona Mata por meio das unidades móveis, que servem como laboratórios de ensino, e dos postos avançados, que hoje existem em Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Maragogi e Delmiro Gouveia”, afirma. “Essas são comunidades que não costumavam ter acesso a um ensino profissional de qualidade e que, com a presença do Senac, passam a ter novas oportunidades de emprego qualificado”, conclui.
Para 2026, a expectativa é seguir a expansão com o objetivo de alcançar todos os municípios de Alagoas. “Nós temos várias formas de atuar dentro dessa interiorização e chegar em mais municípios, tanto com unidades móveis quanto com unidades físicas que estão sendo inauguradas. Por isso, nossa expectativa é de fato consolidar essa atuação no interior e levar aprendizagens essenciais para reduzir as defasagens educacionais desses lugares”, afirma a gerente. “Para isso, atuamos junto às secretarias de educação e com um planejamento pedagógico mais focado em resultados e em um acompanhamento contínuo”, conta.
A gerente também conta que o Senac Alagoas aposta na expansão para o interior como uma ferramenta de transformação social dentro das comunidades que mais precisam. “Em Alagoas, assim como em todo o Brasil, a concentração de oportunidades educacionais, econômicas e de empregabilidade historicamente se localizam nas capitais e alguns poucos pólos, o que leva a uma migração forçada de jovens que saem do interior em busca de estudo e emprego, algo que reforça esse ciclo de pobreza intergeracional em regiões mais vulneráveis”, diz Rosely Alves.
“Por isso, essa descentralização do ensino profissional é de fato uma estratégia de justiça social, já que, a chegada de uma formação como a do Senac possibilita que muitos jovens se mantenham nas suas cidades de origem e transformem a realidade de lá sem precisar se deslocar para os grandes centros”, conclui.
A diversidade da oferta reflete um esforço deliberado de diálogo com as demandas específicas de cada território. Os cursos em execução incluem formações nas áreas administrativas, de tecnologia, da beleza e na gastronomia. “Existe uma diretriz nacional para nossas formações, mas a execução dos cursos considera alguns aspectos socioeconômicos da região, as vocações produtivas daquele lugar e as culturais locais”, conta a gerente. “Um dos principais segmentos que nós temos que atender é o turismo, por isso, o uso da cultura local para uma economia criativa é levado em conta para essa adaptação dos cursos. O Senac Alagoas constrói parcerias com várias comunidades, como indígenas e quilombolas, por exemplo, levando adaptações em nossa programação de acordo com a cultura de cada povo”, conclui.
Com seu objetivo de aumentar cada vez mais sua capilaridade, o Senac Alagoas demonstra que a educação profissional de qualidade pode transformar realidades em todos os cantos do estado. Por isso, a instituição começa 2026 reafirmando seu papel como agente de desenvolvimento regional, gerando oportunidades de trabalho qualificado e renda onde elas são mais necessárias.