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15 de junho de 2024 00:12

Rio Grande do Norte vai crescer acima da média nacional, acredita secretário

Rio Grande do Norte vai crescer acima da média nacional, acredita secretário

O economista gestor da pasta aponta ainda o investimento em obras públicas por parte do Governo do Estado e perspectivas de investimentos através das prefeituras em obras de infraestrutura.

Por Ícaro Carvalho para Tribuna do Norte
A economia do Rio Grande do Norte pode ter um crescimento acima dos índices nacionais, segundo estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento e Finanças do RN (Seplan/RN). Com base nas estimativas do boletim Focus, do Banco Central, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do RN pode ser superior a 1%. No País, a projeção do Banco Central aponta um crescimento de 0,5% para 2022.

As estimativas do Rio Grande do Norte são do secretário de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, que aponta uma série de fatores para justificar o cálculo. Entre eles estão o aquecimento do turismo com a retomada das atividades econômicas, perspectivas de boas chuvas em 2022, favorecendo o setor agropecuário, consequentemente, e o investimento no setor energético, solar e eólico, este último o qual o Estado lidera a potência em GigaWatts no Brasil.

“O RN não é uma ilha. Parte do nosso crescimento no próximo ano depende do avanço da economia brasileira. Acredito que vamos crescer acima da média nacional. O mercado não aponta um crescimento muito significativo. A previsão da Focus, do Banco Central, prevê um PIB de 0,5%. Considerando o padrão mais recente, com nosso volume de investimentos na área de energias, setor público, acredito que o Brasil crescendo 0,5%, o RN deve crescer em torno de 1%”. aponta o secretário.

No último dia 22 de dezembro, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projetou um crescimento de 1,1% do PIB nacional em 2022. “Se se cumprir essa perspectiva de outros órgãos, se o Brasil crescer 1,1%, devemos crescer 1,5, 2%. Tenho convicção de um crescimento nosso maior do que nacional tanto pelo impacto dos investimentos do setor estatal quanto o setor de turismo aquecido e os investimentos no setor de energia”, reforça.

O economista gestor da pasta aponta ainda o investimento em obras públicas por parte do Governo do Estado e perspectivas de investimentos através das prefeituras em obras de infraestrutura. No RN, por exemplo, conforme mostrou reportagem da TRIBUNA DO NORTE na semana passada, Estado e Prefeitura do Natal preveem um investimento de quase R$ 1 bilhão em obras estruturantes.

Em Natal, a secretária de Planejamento (Sempla), Joanna Guerra, estima que até R$ 430 milhões poderão ser investidos em obras na capital. São 10 projetos, divididos em lotes, que representam 20 intervenções nas áreas de pavimentação, turismo, urbanização, estradas, drenagem, habitação e saúde.

Além das obras estruturantes, a aceleração da retomada da economia após o início da vacinação contra a Covid-19, que freou a pandemia em mortes e casos, também anima o setor do comércio. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomercio), Marcelo Queiroz, cita a chegada do Auxílio Emergencial, com impacto esperado para o RN em torno de R$ 1,28 bilhão.

“São recursos que vão irrigar a economia em um momento delicado”, aponta. Para Queiroz, os segmentos do comércio de bens, serviços e turismo,  responsáveis por mais de 330 mil empregos formais e equivalente a 75% do total de carteiras assinadas no RN, são os setores que merecem mais atenção em 2022.

“É natural afirmar que estas atividades são os pilares da nossa economia e que as atenções e incentivos devem considerar esta realidade. Ambos os segmentos sofreram grandes impactos em razão da pandemia e precisam de apoio para que possam voltar a crescer. Especialmente o turismo deve ter um foco especial, com ações de promoção do nosso destino”, aponta.

Para o diretor de operações do Sebrae-RN, Marcelo Toscano, com o cenário de retomada se consolidando, a expectativa é de que empreendedores e  investidores, antes receosos com o cenário pandêmico, possam concentrar seus recursos em 2022.

“Já estávamos vendo isso em 2021. As empresas voltaram a investir com o comércio voltando fortemente. Vimos uma tendência forte do comércio de rua nas grandes avenidas e grandes centros. Novas empresas abrindo. Quem tinha seu dinheiro investido está tirando seu dinheiro, porque sabe que essa aplicação rende pouco. Então muitas pessoas estão indo empreender por oportunidade e vemos com grandes expectativas que esse aumento se dê em 2022 com a melhora da pandemia e da economia”, citou.

Ipea reduz projeção nacional para 2022

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2021 para 4,5%, menor do que a previsão anterior (4,8%), divulgada em setembro. Para 2022, a estimativa também apresentou queda, de 1,8% para 1,1%.

Segundo o órgão, a redução da previsão para este ano levou em conta os indicadores de atividade econômica do IBGE do terceiro trimestre e de outubro, que vieram abaixo do esperado.

Em relação a 2022, segundo o Ipea, o que pesou para a alteração foi o impacto negativo da elevação da inflação sobre o poder de compra das famílias. O aperto na política monetária, por sua vez, tem sido maior do que o esperado devido à alta da inflação e a alta dos juros no mercado de crédito deverá acarretar consequências negativas para a atividade econômica no próximo ano. Por outro lado, o Auxílio Brasil e o aumento da população ocupada podem influenciar positivamente a demanda, que também poderá ser estimulada pelo esperado aumento dos investimentos em infraestrutura.

Segundo o estudo do Ipea, o crescimento do PIB em 2022 deverá ser influenciado pela recuperação da agropecuária, com previsão de crescimento de 2,8% e dos serviços, com alta prevista de 1,3%. Contudo, há fatores que serão condicionantes para que esse resultado, principalmente da indústria e dos serviços, se verifique.

Já com relação ao fechamento do ano de 2021, a redução da previsão para este ano levou em conta os indicadores de atividade econômica do IBGE do terceiro trimestre e de outubro, que vieram abaixo do esperado.

Para novembro, a nota de conjuntura sobre os indicadores mensais de atividade, divulgada conjuntamente com a Visão Geral, apresenta estimativas de crescimento que devem atenuar o impacto dos indicadores negativos de outubro. Espera-se que, em novembro, a produção industrial cresça 0,6%, o faturamento real dos serviços 0,4% e as vendas do comércio varejista (no conceito restrito) tenha alta de 0,3%. Apenas as vendas do comércio no conceito ampliado (que inclui veículos e materiais de construção), deve ter queda, de 0,7% no mês.

Pela ótica da produção, a revisão foi feita para os três principais setores da economia. Para os setores da indústria e dos serviços, a previsão é fechar o ano com crescimento de 4,9% e 4,5%, respectivamente. Para a agropecuária, houve revisão e se projeta agora uma queda de 1,2% em 2021, ante uma previsão anterior de crescimento de 1,2%. Essa alteração se justifica devido aos problemas climáticos que afetaram a safra deste ano, à piora do desempenho na produção de bovinos e à forte revisão do crescimento do setor em 2020 nos dados das Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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